Por Deniele Simões Em Notícias

“Que madre Felicy possa interceder por nós”, diz irmã Kátia

“Uma mulher autêntica, realista, que acolheu a vontade de Deus e viveu o amor humano e divino, através da espiritualidade da Encarnação, Redenção e Eucaristia.” É com essas palavras que a superiora-geral da Congregação Mensageiras do Amor Divino, irmã Kátia Regina Segateli, define Felicidade de Lourdes Braga, a madre Felicy, falecida em meados de novembro.

Foto de: Deniele Simões / JS

Madre Felicy - Deniele Simões JS

Madre Felicy: "Se a vida começasse outra
vez, gostaria de ser a mesma coisa"

Ao lado do missionário redentorista Eduardo Moriarty, madre Felicy foi a fundadora das Mensageiras do Amor Divino e faleceu aos 87 anos de idade e após 60 anos de dedicação integral ao projeto de Deus dentro da congregação que fundou.

Para irmã Kátia, Felicy era uma mulher corajosa e que valorizava os amigos de Jesus. “Fez mais de 100 viagens para o Paraná, de Kombi, para atender às irmãs e missões da Congregação”, conta.

A religiosa deixa como legado a santidade. Segundo irmã Kátia, madre Felicy sempre deu metas de santidade às companheiras de congregação. “Viver a unidade, a solidariedade, espírito religioso, disposição e acolhida de todo povo de Deus”, justifica.

Outra característica marcante da fundadora das Mensageiras do Amor Divino era a dedicação a Cristo. “Apaixonada pela pessoa de Jesus, quando falava nas suas pregações, levava todos a contemplar o Cristo”, recorda.

Madre Felicy era apreciadora do texto dos amigos de Jesus, Lázaro, Marta e Maria. “Inclusive, quando morei no noviciado, deixei um quarto reservado chamado Betânia, pois me encantava vê-la valorizar os amigos de Jesus”, acrescenta Kátia.

Ainda de acordo com a superiora-geral da congregação, Madre Felicy sempre dizia que, depois de morrer, deveriam grafar a seguinte frase em seu túmulo: “Aqui está a mulher que não temeu a morte".

Para a religiosa, de fato, todos os momentos de dor pelos quais Madre Felicy passou foram assumidos com dignidade. Ela jamais reclamou e repetia várias vezes ao dia que tudo estava bom. “Que ela possa interceder por nós do céu para sermos cristãos apaixonados por Cristo”, conclui irmã Kátia, ao lembrar-se da madre fundadora das Mensageiras do Amor Divino.

60 anos de dedicação

Felicidade de Lourdes Braga nasceu em Aparecida (SP), no dia 4 de abril de 1927. Era filha de Júlio Machado Braga e Marieta Vilela Braga, dois professores.

A exemplo dos pais, Felicidade exerceu o magistério. Mas foi na vida religiosa que ela encontrou sua real vocação.

Madre Felicy fundou as Mensageiras do Amor Divino em 1954, ainda moça, juntamente com Rosária de Souza e Terezinha de Jesus Campos. Elas reuniam-se em uma casa simples, pequena e modesta e tinham como diretor espiritual padre Eduardo Moriarty.

A dedicação às Mensageiras do Amor Divino rendeu muitos frutos, segundo irmã Kátia. Hoje somos 76 membros no Brasil, na Angola, África e uma comunidade na Itália”, ressalta.

Nos últimos anos, nem mesmo a saúde debilitada em função de um problema no fêmur e a idade avançada a afastaram das atividades. Bastante lúcida, a religiosa sempre procurava participar das atividades da Congregação.

No início do ano, quando aconteceu o Capítulo Geral da Congregação, madre Felicy fez uma avaliação do trabalho realizado desde a fundação. “Valeu a pena. Se a vida começasse outra vez, gostaria de ser a mesma coisa”, disse ao JS, na ocasião.

A religiosa faleceu no dia 15 de novembro, vítima de um câncer. De acordo com informações da Congregação, ela passou 25 dias internada no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP), mas não resistiu.

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