Por Alexandre Santos Em Notícias

Romaria celebra vida de padre Vítor Coelho

Fazer com que a vida e a obra do padre Vítor Coelho sejam mais conhecidas e orar pelo êxito do processo de beatificação do missionário redentorista. Esse é o principal objetivo da Romaria Padre Vítor Coelho de Almeida, cuja terceira edição aconteceu no último dia 16, no Santuário Nacional de Aparecida (SP).

De acordo com um dos organizadores da romaria e prefeito de Igreja do Santuário Nacional, padre Valdivino Guimarães, a expectativa é relembrar a história de padre Vítor e homenageá-lo por aquilo que representa para a Igreja do Brasil e para a Congregação do Santíssimo Redentor. “Fazê-lo mais conhecido é, também, uma forma de solicitar que a Igreja reconheça a importância dele para todos nós”, afirma.

Foto de: Deniele Simões / JS

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Padre Valdivino: "Fazê-lo mais conhecido é, também, uma
forma de solicitar que a Igreja reconheça a importância dele
para todos nós"

Segundo o padre, este ano o evento trouxe algumas novidades. Uma delas foi a realização da Consagração a Nossa Senhora Aparecida na Matriz Basílica. “Fizemos como que uma retomada, uma volta às origens, porque foi lá na Basílica Velha onde o padre Vítor mais atuou.”

Outra novidade foi a exposição de fotos de padre Vítor com os devotos, na marquise do Centro de Apoio ao Romeiro. O acervo foi montado a partir da contribuição dos próprios romeiros, que foram incentivados a enviar fotografias pessoais com o missionário. “Naquele tempo, muita gente vinha a Aparecida e queria tirar uma foto com o padre Vítor, demonstrando o carinho que tinham por aquilo que ele representava”, recorda. Já no hall da Torre Brasília, foi montada uma exposição de objetos do religioso. As duas exposições ficarão abertas à visitação até o final do mês.

A programação começou no dia 13, com o início do tríduo de preparação. Durante três dias, os devotos refletiram sobre as virtudes e a história de vida do padre. No primeiro dia, o tema foi Padre Vítor, homem de fé: acreditou no futuro. Já no dia 14, as celebrações refletiram sobre o tema Padre Vítor, formador de comunidade. Por fim, no 15, o tríduo foi encerrado com o tema Padre Vítor, promotor de vocações. “Desde a primeira romaria, em 2012, preocupamo-nos em escolher temáticas que fossem ao encontro daquilo que realmente o padre Vítor foi para todos nós”, afirma.

Todas as celebrações do tríduo foram presididas pelo missionário redentorista padre Gilberto Paiva, pesquisador da vida de padre Vítor e que está escrevendo uma biografia do religioso.

No sábado, após a missa das 18 horas, uma procissão conduziria o andor com a imagem de Nossa Senhora Aparecida do Santuário Nacional até a Matriz Basílica, no centro da cidade. Após a chegada e a acolhida da imagem, uma peça teatral contaria a história do religioso. Contudo, a programação deve de ser cancelada por conta da forte chuva que caiu na cidade.

Homem de fé: acreditou no futuro

O tema do primeiro dia do tríduo ressaltou a característica visionária de padre Vítor. Empenhado em anunciar o Evangelho através de todos os meios disponíveis na época, já vislumbrava o que estava por vir. “Ele era um homem que, já naquele tempo, sonhava com uma TV de Nossa Senhora”, explica padre Valdivino.

Segundo ele, padre Vítor também sonhava com a construção de um país melhor. “Ele instruía as pessoas não só a partir do Evangelho, mas também a partir do âmbito social, ensinando, por exemplo, a importância de cuidar da saúde. Era um grande missionário, que acreditava no futuro”, afirma. 

Formador de comunidade

Foto de: Reprodução

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O segundo dia de celebrações ressaltou a preocupação que padre Vítor tinha com as comunidades. Segundo padre Valdivino, ele instruía os ouvintes sobre a importância de fazer parte da comunidade, ensinava a fé, catequisando as pessoas. “Percorria o país, levando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Visitou inúmeras paróquias e contribuiu, com sua sabedoria e conhecimento, para que diversas comunidades fossem formadas e estruturadas a partir de uma fé sólida”, ressalta. 

Promotor de vocações

Segundo padre Valdivino, muitos missionários que hoje fazem parte da congregação e atuam nas missões foram influenciados e trazidos ao seminário redentorista através das viagens de padre Vítor Coelho. Chamados carinhosamente de “coelhinhos”, tiveram suas vocações fecundadas pelo testemunho do religioso. “Ele era um grande promotor vocacional. Ele divulgava o carisma da Congregação do Santíssimo Redentor e convidava os jovens e adolescentes a virem para o seminário. Quem conviveu com ele afirma que, por onde ele andava, inspirava jovens à vida religiosa”, conta.

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