Por Allan Ribeiro Em Notícias

Romaria reforça o desejo de um país mais igualitário

Na busca por um Brasil mais justo, a Pastoral Operária se une ao Grito dos Excluídos para organizar em Aparecida (SP) a 29ª Romaria dos Trabalhadores. No dia 7 de setembro, representantes de diversos estados estarão no Santuário Nacional para reafirmar as lutas sociais. O tradicional evento traz à reflexão os rumos que a sociedade tem tomado diante do sistema atual.

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Com o tema Mãe negra Aparecida, em teus braços, com nossas mãos, construímos o mundo justo, a Romaria irá reunir representantes de movimentos populares e as Pastorais Sociais da Igreja Católica dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Foto de: Reprodução

grito dos excluídos 2016

O tradicional evento traz a reflexão os rumos
que a sociedade tem tomado diante do
sistema atual

Ao longo da história, o movimento vem evoluindo e mostrando resultados consistentes em prol das minorias. A mobilização deste ano quer mostrar à classe que é preciso perceber que mudanças são necessárias e que os trabalhadores não podem esperar apenas das autoridades políticas e econômicas para que elas ocorram, mas devem ir à luta com as próprias mãos.

“As lutas são a escada, o passo a passo, a caminhada para construção de um mundo justo, que já há um sinal dele entre nós. Vir a Aparecida é fazer um pedido de justiça. Como se a gente corresse para o colo da Mãe. Por isso participa-se com caminhada, clamando, rezando, cantando, alegrando-se, pedindo forças à Mãe Aparecida, para que com nossas mãos possamos ter coragem para continuar com essas lutas”, afirma a representante da Pastoral Operária, Cida Costa.

A programação terá início às 6h30 no Porto de Itaguaçu, local onde a Imagem de Nossa Senhora foi encontrada. Os romeiros irão dedicar alguns momentos de oração no local e sairão em caminhada até o Santuário Nacional. Durante o trajeto entoarão gritos de ordem.

Às 10h acontece na tribuna Papa Bento XVI o Grito dos Excluídos. O movimento passou a entregar a Romaria dos Trabalhadores em 1994. Este ano, a organização traz como tema Vida em primeiro lugar e o lema Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!.

Segundo o movimento, é notório que nos momentos de crise, seja política, econômico-social, os sistemas não suportam as mulheres, os pobres, os negros, os excluídos da sociedade. Dessa forma, sempre alguém será violado de diferentes formas, sendo excluído, exterminado, ausente dos direitos básicos.

“O Grito deste ano vai focar nos desempregados, no trabalhador informal, no morador de rua, nos indígenas, nas comunidades quilombolas. Para todos os que sentem prejudicados, a Romaria é um espaço para que as vozes possam fluir”, diz padre Ari Reis, assessor do movimento.

O objetivo desta edição é valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar pessoas a trabalharem nas lutas populares. Além disso, o intuito é denunciar as injustiças e os males causados pelo modelo econômico neoliberal e excludente.

As atividades se encerram às 11h com a celebração eucarística no Altar Central do Santuário Nacional.

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