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Santuário Nacional sedia Assembleia dos Bispos

A conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou entre 15 e 24 de abril a 53ª Assembleia Geral dos Bispos (AG). O encontro anual do episcopado nacional mais uma vez foi em Aparecida (SP), no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida. Já é o quinto ano consecutivo que Aparecida sedia este importante encontro da Igreja Católica.

Foto de: Eduardo Gois / JS

Assembleia Bispos_1 - Eduardo Gois JS

Santuário Nacional recebe Assembleia-Geral dos Bispos
peo quinto ano consecutivo

A programação da 53ª AG foi ampla e abordou questões de suma importância para a Igreja do Brasil e a sociedade.

 

Durante a celebração de abertura, o cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis deu boas-vindas ao episcopado, aos profissionais de comunicação e aos romeiros vindos de várias localidades do Brasil. Ele também citou, durante a homilia, os assuntos de grande importância que foram pauta para a assembleia. “Recebemos mui fraternalmente cardeais, bispos, arcebispos, membros da assembleia, o núncio apostólico, romeiros e os profissionais de comunicação, agradecendo o precioso trabalho. Na pauta da assembleia estão temas de suma importância. Nossa atenção se dirigirá prioritariamente a dois temas: aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil para o quatriênio 2015-2019 e a vocação e a missão dos cristãos leigos e leigas na sociedade.”

Revisadas Diretrizes Gerias da Ação Evangelizadora

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) são subsídios para o projeto de planejamento pastoral para as igrejas particulares, arquidioceses, dioceses e ordinariados e secretariado-geral da CNBB. Em 2015, as diretrizes tiveram atenção especial na assembleia.

Dom Raymundo Damasceno Assis informou que não se trata de um novo texto para as DGAE, mas de uma revisão com vistas à atualização.

As Diretrizes Gerais tiveram atualização com base nos discursos do Papa Francisco dirigidos aos bispos do Rio de Janeiro e do Celam, na oportunidade da visita ao Brasil, durante a JMJ Rio 2013.

Foto de: Eduardo Gois / JS

Assembleia Bispos_2 - Eduardo Gois JS

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora foram atualizadas
à luz da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium

O documento das novas diretrizes também tem como inspiração a Exortação Apostólica do Papa Francisco, Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho). 

Durante uma das entrevistas coletivas realizadas no evento, o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, reforçou que as novidades que as novas diretrizes trazem são principalmente a marca do Papa Francisco. “Nós tomamos as diretrizes do quadriênio anterior e as atualizamos enriquecendo-as com o magistério do Papa Francisco, especialmente retomando as grandes linhas, as grandes intuições da Exortação Apostólica sobre a evangelização nos tempos atuais, a Evangelli Gaudium, em que o Papa Francisco fala da alegria no Evangelho, e desafia a todos nós comunicarmos essa riqueza, para o mundo de hoje”, ressalta.

De acordo com dom Geraldo a palavra-chave que o Papa Francisco tem usado, é a de uma Igreja em saída. “É preciso sair dos limites muito restritos da comunidade eclesial, dos espaços religiosos, dos templos ou das sacristias, mas também sair de nós mesmos, sair do comodismo, sair da frieza, sair da indiferença, e, impulsionados pela alegria do Evangelho, ir comunicar ao mundo de hoje a boa notícia da salvação. Mas comunicar a quem? A todos! Saindo especialmente em direção às periferias geográficas, mas também, na expressão do próprio Papa Francisco, às periferias humanas, ou existenciais e essas são muitas.”

Segundo o arcebispo há uma lista interminável de periferias humanas e são essas com que as Diretrizes Gerais estão preocupadas. “Pensemos nos presos, nos dependentes químicos, nas pessoas desorientadas, nas famílias destruídas, nos que vivem a angústia da falta de condições mínimas para uma vida humana, pensemos nas crianças, na juventude. A Igreja precisa sair ao encontro dos que estão afastados. Eu diria que esta é a tônica das diretrizes.”

Assembleia Eletiva

De acordo com explicações do arcebispo de Vitória da Conquista (BA), dom Luiz Gonzaga Silva Pepeu, as eleições para a composição da presidência, vice-presidência, secretaria-geral e comissões episcopais pastorais, realizam-se a cada quatro anos.

Foto de: Eduardo Gois / JS

Assembleia Bispos_3 - Eduardo Gois JS

Urna eletrônica foi desenvolvida
pela equipe de T.I. da CNBB

Este ano 15 urnas eletrônicas foram distribuídas ao longo do auditório do Centro de Eventos padre Vítor Coelho, no Santuário Nacional, onde os vários grupos tiveram acesso para a eleição.

Segundo dom Pepeu, todos os bispos diocesanos são eleitores e candidatos para presidente e vice, já para secretários quem concorre são os bispos auxiliares e coadjutores.

O sistema de urnas eletrônicas foi desenvolvido pela equipe de tecnologia da informação da CNBB. O bispo eleitor tem direito a uma carteirinha com chip que é apresentada ao presidente e a coordenação de cada urna.

Para se eleger, o bispo candidato tem de receber dois terços dos votos. A votação pode ser repetida por até cinco vezes, caso nenhum dos candidatos atinja o número mínimo de votos. Nas duas últimas tentativas, somente os mais votados serão candidatos.

Após o resultado, os bispos eleitos são questionados sobre o seu desejo de assumir o cargo.

Veja como ficou a composição dos eleitos e quem foram os indicados para representar o Brasil no Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e para o Sínodo dos Bispos.

 

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