Por Mariana Bastos Em Jornal Santuário

Palavras de Padre Antônio Maria sobre o livro Mater Dei

 

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 "Quando fui convidado para escrever um livro sobre a Mãe de Deus e da humanidade, dois  sentimentos invadiram minha alma: alegria e preocupação. Alegria, porque eu poderia falar de  uma pessoa a quem quero muito bem, e preocupação, porque sei de minhas limitações literárias,  teológicas, temporais, no sentido de falta de tempo mesmo Pedi então à Mãe Aparecida que  falasse ao meu coração o que Ela disse ao índio São João Diego, no México, quando lhe apareceu  como Senhora de Guadalupe: “Por que te preocupas, não estou eu aqui, que sou tua Mãe?”  Confiando na proteção maternal de Maria, minha mãe, disse sim, e aqui estou eu falando dela, a  Mater Dei, a Mãe da Humanidade. Em minha caminhada espiritual e sacerdotal, Deus me deu dois  pais muito especiais: São Vicente  Pallotti e o Servo de Deus Padre José Kentenich. Deles herdei  sobretudo o amor a Maria. São  Vicente Pallotti falava dela como “lamia piu che innamoratissima  Madre Maria” (minha mais que  enamoradíssima mãe Maria) e viveu numa profunda intimidade e  espiritual com ela.

Quando menino, em um mês de maio, Nossa Senhora, sob o título de Mãe e Rainha Três Vezes Admirável, visitou minha casa, ficando lá uma noite e um dia. Voltando eu da escola primária, deparei-me com a “mãezinha do céu” em nossa sala, num altarzinho enfeitado por minha mãe e minha irmã, com margaridas e lamparinas coloridas. Mamãe preparava o almoço. Estando sozinho na sala, senti vontade de me ajoelhar diante do quadro de Nossa Senhora.

Olhei para ela. Era linda! Muito linda! Senti que ela me olhava com carinho. A estampa da Mãe Admirável tem esse particular. O pintor italiano Luigi Crosio, que a pintou no final do século XIX, foi muito feliz em sua arte, pintou os olhos de Nossa Senhora de tal modo, que eles estão sempre nos olhando, com muita ternura, em qualquer posição em que estivermos.

Eu era um menino e aqueles olhos impressionaram-me muito. Levantei-me e me dei conta de que ela não deixava de me olhar nos olhos. Concluí, cheio de alegria infantil: a Mãezinha do céu gosta de mim! Nunca mais esqueci aquele momento. Meu amor a Ela nasceu naquela manhã de maio, na sala de minha casa. Nunca duvidei do amor dessa Mãe por mim. Sua presença em minha vida foi e continua sendo, depois de Jesus, o maior presente que recebi de Deus.

O papa Francisco, falando dela na “Evangelii Gaudium”, diz: “Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura. É a amiga sempre solícita para que não falte o vinho em nossa vida. É aquela que tem o coração transpassado pela espada, que compreende todas as penas. Como Mãe de todos, é sinal de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a justiça. Ela é a missionária que se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo corações à fé com seu afeto materno.

Como uma verdadeira mãe, caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus”. Ela foi e continua sendo minha educadora. Ninguém sabe mais de Jesus do que Ela. Quero seguir sempre o conselho que nos deu Bento XVI, em Aparecida, na Conferência dos bispos da América Latina e Caribe: “Permanecei na escola de Maria!” Em minha vida experimentei, de verdade, que é Ela a indicadora do caminho, que é Ela a que me aponta Jesus, que me pede para fazer o que Ele diz, que reclama de mim um compromisso maior com ele, na vida do dia a dia. É Ela também que me leva aos irmãos e pede que os ame de verdade para ser verdadeiro discípulo de seu Filho, Jesus. Por tudo isso é que, nos meus quase 40 anos de padre, procurei levar Maria ao povo. Um dia alguém me perguntou: “Padre, o senhor sempre diz que gosta muito de Maria. O senhor gosta ou ama?” “Eu a amo gostosamente. Dá gosto amar Maria! E sabe qual é a maior razão desse meu amor a Ela? É que Jesus a ama também. E ‘se até meu inimigo devo amar com tanto amor, como não amar aquela que me trouxe o salvador?’ Foi aí que nasceu a canção: Por que amo Maria?”

Que ela faça que este livro leve muitos de meus irmãos e irmãs a um encontro com Ela, e que nesse encontro, vislumbrando seus olhos maternos, tão cheios de ternura, possam sentir profundamente essa verdade: a mãezinha do céu gosta de mim."

Padre Antonio Maria na Bienal do Livro de São Paulo.

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Hoje, às 15h, teremos a presença do Pe. Antonio Maria, fazendo a diferença em nosso estande.Venha participar da sessão de autógrafos do livro Mater Dei.

 

 

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Por Mariana Bastos, em Jornal Santuário

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