Por Allan Ribeiro Em Jornal Santuário

Próprio negócio pode ser boa alternativa na crise

Atingindo quase 12 milhões de brasileiros, o desemprego tem assustado. Apesar de alarmante, o momento é significativo e propício para a abertura do próprio negócio. Na contramão da crise estão pessoas dispostas a investir em um empreendimento próprio. Para que o empreendimento possa prosperar, é importante ficar atento às nuances do mercado.

O Brasil é um país onde tem crescido muito o número de pessoas que empreendem. Até 2014 esse número era, em grande parte, de empreendimentos por oportunidade. Já em 2015, esse índice continuou a subir, mas motivado, principalmente, pela necessidade. Hoje, quatro em cada dez adultos brasileiros tem uma empresa ou estão envolvidos na criação de uma.

Foto de: Arquivo Pessoal

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Thais Inaie encontrou em uma brincadeira de
criança uma forma de obter a própria renda

Pessoas que perderam seus empregos com as demissões em massa, com dificuldade de se realocar no mercado de trabalho, buscam o empreendedorismo como solução. Thais Inaie descobriu um novo nicho de mercado. Depois de ficar desempregada, a jovem de São José dos Campos, iniciou a produção de bebês Reborn – bonecas com traços físicos semelhantes aos humanos.

Buscando uma forma de empreender sem a necessidade de investir um alto capital, a jovem encontrou na internet as instruções básicas para produção. Hoje ela produz entre cinco e dez bebês todos os meses. No meio virtual, Thais anuncia os produtos. “A divulgação do meu trabalho é totalmente pelas redes sociais e sites de venda. Foi assim que as pessoas foram conhecendo meu trabalho”, conta a jovem.

O gerente do Sebrae-SP de Guaratinguetá (SP), Ricardo Calil, ressalta que toda empresa precisa ser bem divulgada e que com o auxílio das redes sociais o empreendedor pode alcançar um número bem maior de potenciais clientes, sem grandes investimentos financeiros.

Porém, o especialista coloca que as redes sociais podem ser um ponto de divulgação muito positivo, se o atendimento e o produto forem bons. “Antigamente se falava mal ou bem de uma empresa apenas para os conhecidos. Hoje, cada comentário tem o poder de atingir milhares de pessoas”, afirma Calil.

Ele destaca outros aspectos como um bom planejamento antes da abertura. O especialista acredita que decisão de como será a composição do capital investido, localização e tempo esperado de retorno, são alguns dos pontos primordiais para se iniciar um negócio com um modelo mínimo de gestão. O segmento a ser escolhido também faz toda a diferença. O mínimo de empatia com o segmento é exigido para o empresário conviver bem com o dia a dia de trabalho.

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