Por Pe. Ferdinando Mancilho, C.Ss.R. Em Jornal Santuário Atualizada em 03 ABR 2019 - 09H43

Ser instrumento de Deus!

 

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Sussurram em nossos ouvidos a brisa suave, que faz dançar o trigal amadurecido e balança as folhas da Vinha do Senhor. Duzentos e noventa e nove anos se passaram, desde o frondoso dia em que nas redes apareceu a tosca, simples e singela imagem da Senhora Aparecida.

Que instrumentos benditos foram de Deus aqueles três pescadores, que, na única pretensão de pescar os peixes para o Conde de Assumar, tiveram a tão nobre surpresa de puxar em suas redes a imagem da Santa e Bendita Senhora, a quem chamamos com o mais nobre nome: Aparecida das águas, Aparecida das redes, Aparecida de nossa gente, Nossa Senhora Aparecida.

O rio Paraíba, em seu silêncio misterioso, também se fez guardião de tão magnífico sinal, que alcançaria nosso coração. Quem é que não se sente tão nobre e privilegiado diante da pequenina imagem, de sorriso até acanhado, mas tão sincero e contagiante? Ela nos fita em seu olhar e vem nos pedir que, diante de Deus, todos devemos ser humildes.

Fico a imaginar os sentimentos no coração dos três pescadores, que puderam contemplar, por primeiro, tão grande e tão humilde sinal e tocá-lo com suas mãos! Aqui se realiza, outra vez, a mesma profecia de Simeão: Aquela, que é grande e se fez pequena, dispensou os palácios e adentrou o casebre, verdadeira choupana dos pobres pescadores. São os pobres de Jesus, de seu Reino, que continuam a fazer a história da vida e do sonho de Deus. Os grandes, os poderosos, os soberbos, hão de se ocupar em seus palácios, e há muito o que cuidar, não sobrando tempo para Deus, nem em casa, nem no coração. Os pobres continuam a História da Salvação.

O olhar bendito, sereno e misericordioso de Maria contempla nosso Brasil, que, em meio a tantas dificuldades, ainda guarda um povo nobre, pacífico e gentil, que sabe abraçar a paz e sabe dizer sim ao que é de Deus.

Certamente, de todos os títulos de Nossa Senhora, por mais belo e importante que sejam, nenhum se aproxima tanto de nós como o da Senhora Aparecida. Aqui você vem e se sente como em sua casa, e isso é verdade, porque sua casa é Casa de Deus, morada de irmãos.

Continuemos, com gratidão, deixando o sussurrar de tão bela história tocar nossa existência, pois ela é a mais bela Senhora, da qual vamos celebrar seus trezentos anos; e o tempo jamais vai apagar o que foi construído com alegria e suor. Bendita sejais, ó Senhora Aparecida, e a todos nós guardai.

 

Padre Ferdinando Mancilio é Missionário Redentorista e autor de diversos livros na área de pastoral, catequese e  espiritualidade. Atualmente, trabalha na Editora Santuário, onde é responsável pela área de periódicos e coordenador dos subsídios litúrgicos Deus Conosco

 

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