Por Luciana Gianesini Em Comportamento Atualizada em 29 NOV 2019 - 14H32

Católicos de Black Friday?

Com essa enxurrada toda de propagandas e ofertas de Black Friday, em T-O-D-A-S as mídias possíveis, comecei a pensar em uma coisa, no mínimo, interessante. Me veio à mente o quanto nós mesmos às vezes agimos como “cristãos e católicos de Black Friday”.




Explico: Não é raro encontrarmos lojas que nos enganam com
falsas promoções, onde suas ofertas estão “pela metade do dobro”. E, menos raro ainda, encontramos pessoas literalmente desesperadas para aproveitar essas “ofertas”, sem sequer questioná-las.

Aí, comecei a perceber como, muitas vezes, nós agimos da mesma maneira com a nossa própria fé e religião. Nós só gostamos, só “compramos” as ideias que nos agradam; aquilo que, por determinado motivo, não me atrai, eu simplesmente ignoro.

Mas será que lá atrás, quando Jesus veio ao mundo pra mostrar o que era a Boa Nova, tudo o que Deus havia pensado, criado e desejado pra nós, era assim mesmo? Será que, para as coisas de Deus, nós devemos fazer opções seletivas? 

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Se pararmos pra pensar,
muitas pessoas ao longo da história morreram pela radicalidade da fé. Quantos homens e mulheres ganharam a honra dos altares, ou seja, se tornaram santos e santas reconhecidos por sua radicalidade e entrega incondicional aos valores trazidos a nós por meio de Cristo?

Pelo que podemos compreender, acho que não deve ser bem assim. No caso das promoções da Black Friday, o lógico é que você não compre algo só porque alguém disse que “está de graça” ou “valendo muito a pena”. Você só deveria comprar determinado produto se tiver, de fato, necessidade daquilo e, principalmente, se estiver disposto a pagar o preço.

O mesmo deveria acontecer com a . Você só deveria escolher por um ou outro caminho de fé se estiver, de fato, disposto a pagar o preço. Mas o importante disso tudo é que Deus nunca nos ilude com falsas promessas. O que ele prometeu, a vida eterna e em plenitude, é fato, provado na Cruz e comprovado na Ressurreição.

Mas devemos estar dispostos a pagar o preço. Não é valor promocional, não por tempo limitado, não tem etiqueta amarela... Não custa barato, não tem prazo definido e a etiqueta é vermelha, marcada pelo Sangue derramado.

“Você quer pagar quanto?”

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Por Luciana Gianesini, em Comportamento

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