Por Jovens de Maria Em Crescendo na Fé Atualizada em 03 NOV 2017 - 09H31

Eu vivo apagando incêndios?

Quem não deixou para fazer alguma coisa de última hora que atire a primeira pedra. Nesse mundo corrido que multiplica as tarefas, mas não o tempo para realiza-las, é cada vez mais comum se deparar com pessoas que vivem “apagando incêndio”, ou seja, fazendo aquilo que já não dá mais para não fazer por conta de prazos, deadlines, chefes, etc. Muitas vezes, e isso também precisa ser dito, muita coisa pode se resolver aprendendo a cuidar melhor da maneira como gastamos o tempo. Mas não vamos tratar disso aqui, vamos olhar já para o momento final, e algumas atitudes que podemos encontrar aí.

:: Nossa vida está predestinada por Deus?

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O Evangelho nos narra pelo menos duas situações “limites” digamos assim. A primeira delas está no capítulo 20 de Mateus, na conhecida parábola dos trabalhadores que são enviados a vinha ao longo do dia. Conhecemos o final: Os que trabalharam menos acabam sendo pagos da mesma forma que aqueles que trabalharam o dia inteiro. A outra passagem bíblica que me veio à mente é aquela que conta a história das virgens prudentes e imprudentes. Também é conhecido que as que foram prudentes em levar um pouco mais de azeite puderam entrar e as outras não. O que estas duas histórias podem nos dizer sobre o “deixar tudo para última hora”?

Na primeira parábola, quando os últimos trabalhadores são questionados do porque estavam o dia inteiro na praça sem trabalhar, eles respondem: “Porque ninguém nos contratou”. Ou seja, por mais que estivessem na praça, não estavam desatentos, estavam procurando trabalho e na primeira oportunidade que apareceu, aceitaram ir para a vinha do Senhor, mesmo já sendo avançado o dia, o que poderia leva-los a pensar que não receberiam muito por aquela pequena hora de trabalho. Não tiveram oportunidade o dia todo, mas na última hora agarraram com unhas e dentes o trabalho que lhes foi oferecido e o realizaram.

As virgens, por outro lado, tiveram uma atitude diferente. Quando o esposo estava para chegar, depois de ter demorado mais do que elas tinham previsto, as que não tinham azeite suficiente perceberam que não poderiam entrar e logo viraram para as que tinham a quantidade suficiente pedindo um pouco do delas. Elas tiveram o dia todo para buscar um pouco mais de azeite, mas foi só na última hora, quando perceberam o perigo já iminente, que decidiram fazer alguma coisa. E o que decidiram fazer ainda colocava em risco as outras virgens, porque se elas entregam o pouco que tinham, não teriam o suficiente para entrar com o esposo. Quando, por fim, decidem ir comprar mais azeite, chega o esposo e entra com as que estavam preparadas e fecha a porta. Tarde demais. Sabiam o que precisavam, mas quando decidiram atuar, o tempo já tinha passado.

Cabe perguntar-nos então se estamos nesse sufoco do “último momento” porque a realidade nos empurrou de última hora algo para fazer como com os trabalhadores ou porque deixamos as coisas correrem sem nada fazer como as virgens. Se estamos na primeira situação, esse é um motivo até de alegria, porque com um pouco de entrega da nossa parte e com o auxílio de Deus, cumpriremos a nossa tarefa e nos realizaremos um pouco mais. Agora, se a situação é a segunda, ainda vale a pena correr atrás do prejuízo, porque pode ser que não seja tarde demais. Mas com certeza é preciso se revisar em porque não adiantamos aquilo que podia ser adiantado.

O que importa, no final das contas, é trabalhar na vinha do Senhor, é entrar nas bodas nupciais com o Esposo. Esse é o sentido sobrenatural e único de nossas vidas. Busquemos isso com todo o nosso coração e com certeza o Senhor nos auxiliará para que não fiquemos de fora dessa comunhão eterna que ele tanto deseja ter com cada um de nós.

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