Por Pe. Leandro Luís Em Crescendo na Fé Atualizada em 26 SET 2017 - 15H07

Um presente para a Igreja: a Força do Jovem

O Brasil sediou um dos maiores eventos promovidos pela Igreja Católica: a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Em breve, outra jornada começará. Sabemos que foi um momento especial, uma oportunidade de encontro entre jovens de diferentes nacionalidades e culturas que traziam no coração o mesmo desejo: encontrar Deus por meio dos atos de Fé e se abastecer para pôr sangue novo nas veias de suas comunidades.

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É nesta busca e neste encontro que cada um deles pôde demonstrar seu modo de ser e de viver a fé. Não se quer, assim, exaltar uma atitude religiosa individualista, mas sim, comunitária que eles mesmos manifestaram. Foi exatamente assim que o jovem presente no Rio de Janeiro se expressou: um ser comunitário.

Ao mostrar sua força e disposição, a juventude confirmou o que tem de melhor: a vitalidade e a vontade de viver em união. A coragem e a garra de serem cristãos também vieram à tona. A sabedoria e a certeza de que têm no peito as marcas de Jesus Redentor permitiram a todos eles redescobrir a centralidade do catolicismo: Jesus de Nazaré.

Tais impulsos transformaram-se, sem dúvida, em características reveladoras do perfil do jovem católico, possibilitando-lhes que a amizade se cultive intensamente e que as diferenças sejam acolhidas na fraternidade. O jovem, mais uma vez, surpreendeu a todos, crentes e descrentes.

São as qualidades da juventude que devem nos fazer experimentar uma profunda conversão de mentalidade, de conceitos obtusos e de religiosidade. Eles têm muito a oferecer à sociedade e à Igreja. Sua criatividade, seu dinamismo, sua mentalidade “pra frente”, sua sinceridade, altruísmo, fidelidade, doação, zelo, força de vontade, esperança e gratidão não devem ser ignorados, ao contrário, precisam ser acolhidos com insistência, na credibilidade e na oportunidade que carecemos conferir aos pueris homens e mulheres do presente e futuro da Igreja.

Como sabemos, nós os mais adultos, somos responsáveis, em boa parte, pelo afastamento ou pelo desinteresse da juventude pelas atividades sagradas e evangelizadoras. Nós os excluímos com os nossos “grupinhos formados e completos”, nós os desmotivamos com nosso “pessimismo e fechamento”, nós os proibimos com regras “indevidas e dispensáveis”, nós pouco elogiamos ou valorizamos suas tentativas e, assim, não os “reconhecemos como o presente da Igreja”.

 

Agora é a hora da juventude ter os espaços que lhe são próprios dentro de nossas comunidades eclesiais.

A juventude é o tesouro da Igreja. Quando se diz “presente da Igreja” não nos referimos ao jovem como lembrancinha ou regalo! Consideramos que agora é a hora da juventude ter os espaços que lhe são próprios dentro de nossas comunidades eclesiais, movimentos e pastorais: a casa e as atividades de Deus.

O momento de o jovem ser e de estar com a Igreja é agora! A presença ativa deles é sempre motivo de comemoração e alegria, pois suas vidas têm um significado especial em nosso convívio: são sinais do amor de Deus para a sociedade.

Não podemos nos permitir sermos influenciados pelo espírito de exclusão ou de autossuficiência. O jovem depende de nossa experiência de fé e de vida em comunidade para somar conosco.

Certamente, não é a fraqueza dele que tememos, mas sim a sua força e entusiasmo que, unidas, rompem as estruturas envelhecidas e enrijecidas das pastorais, dos movimentos, das lideranças para conferi-las a urgente jovialidade que nos falta ou que negamos ser possível possuir.

Talvez sejam essas e tantas outras situações que nos façam perder a oportunidade de conhecer e de valorizar o que de mais preciso temos na Igreja: a FORÇA DO JOVEM. Pensemos nisso! Busquemos a nossa conversão! Este é o caminho mais certeiro para se atingir a verdadeira evangelização. Que Maria, Mãe de Cristo, Mãe dos jovens interceda por nós.


Escrito por
crescendo na fé revista jovens de maria
Pe. Leandro Luís

Padre na Arquidiocese de Pouso Alegre

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