Por Laura Galvão Em Notícias Atualizada em 29 JUL 2019 - 16H11

Artista se torna devoto de Nossa Senhora por meio de Circo

Jônatas João Corrêa, 23 de anos, é um jovem católico, atuante na Igreja, e também artista de circo. Entre seu trabalho de professor de artes na rede municipal de Cocal do Sul (SC) e a faculdade de Direito, ele se apresenta no Circo Torricceli com números de pirofagia (com fogo) e de trapézio em rede aérea.

Com os padrinhos de consagração sendo artistas de Circo, Jônatas teve contato com esse universo desde criança. Mas, além da arte circense, ele conta como o Circo também lhe ensinou a devoção a Nossa Senhora quando ainda era adolescente.

“Eu tinha 12 anos e estava tendo um temporal muito forte. O terreno em que estávamos tinha a terra muito mole, não fixava bem. Então, o circo pulava, as estacas balançavam e minhas tias começaram a gritar: 'vai pra carreta'! Eu fui, mas abri a porta e vi elas rezando com um terço. Eu não entendia muito bem o que era aquela oração, só sei que nada aconteceu com a gente ou com o circo. E, durante aquele momento, eu senti um cheiro de rosas e perguntei pra minha madrinha o que era aquilo. Ela me disse que era Nossa Senhora cuidando do circo. Essa situação me despertou um amor muito grande por Maria e, ainda hoje, todas as vezes em que eu estou no circo, principalmente no Circo da minha família, eu sinto que estou nos braços de Nossa Senhora”.

Jônatas também conta que na entrada do Circo Torricceli há uma capelinha dedicada a Nossa Senhora Aparecida: “Muitos, que não são da nossa religião, já criticaram por termos a imagem dela. Mas ela não sai. É a primeira a entrar e a última a sair no processo de montagem e desmontagem do circo”.

Essa presença de Nossa Senhora voltou a ser muito marcante quando Jônatas teve um tumor e precisou fazer uma cirurgia no coração. 

"Depois da cirurgia, o médico falou que eu nunca mais poderia voltar a fazer nenhuma atividade aérea ou com peso no circo. No início eu fiquei muito deprimido. Mas, depois de quatro anos, com muita persistência, consegui voltar a fazer o trapézio. Quando o médico soube, ficou sem palavras, porque ele jamais imaginou que eu pudesse conseguir voltar a ativa. E tudo isso eu tenho certeza que foi a intercessão de Nossa Senhora, porque, nesse tempo, eu sempre pedia pra ela: 'Se tu queres levar teu filho, tu levas. Mas se tu não queres, não precisas levar. O que importa é que eu caminhe junto de vocês: contigo, mãezinha, e seu filho Jesus".

Ele ressalta também que foi no circo que ele descobriu sua verdadeira missão como cristão que é evangelizar através da arte.

“Hoje eu sou professor de teatro e artes na rede municipal. E a arte é aquela que me impulsiona a viver, a ter esperança nas pessoas, com meus alunos, pois muitos são de estado de vulnerabilidade social. Falar do circo, da arte, como maneira de evangelização, enche meus olhos de lágrimas, pois o circo e arte me fazem renascer todos os dias".


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