Por Jovens de Maria Em Notícias

Jovens cientistas e suas invenções que podem mudar o mundo

A inspiração pode vir de diferentes lugares e, com o empenho necessário, essas boas ideias podem virar produtos de grande utilidade. Não é preciso ser um grande especialista em uma área para pensar em algo que pode mudar o mundo. E às vezes não precisa nem ser maior de idade para isso. Não faltam bons exemplos de jovens que estão empenhados na tarefa de elaborar produtos inovadores que vão revolucionar algumas áreas de conhecimento. Conheça cinco inventores adolescentes e as inovações que eles trouxeram para a ciência nos últimos anos:

A detecção de câncer feita por Brittany Wenger

brittany_werger

Após ver uma prima sofrer com câncer de mama, Brittany Wenger, de 17 anos, decidiu que queria ajudar. Após muito estudo, ela desenvolveu um software capaz de detectar este tipo de câncer com o máximo de precisão e o mínimo de impacto possível. A ideia deu a ela o prêmio máximo da Google Science Fair de 2012.

O programa foi desenvolvido para simular um cérebro humano e, com uma grande base de dados, poder detectar padrões complexos e diagnosticar células malignas nas mamas. Isso tudo utilizando o método de detecção menos invasivo de todos, a “punção aspirativa por agulha fina”. Este método consiste em retirar uma pequena quantidade de material através de uma agulha fina e, posteriormente, analisá-lo em microscópio. Essa técnica, porém, tinha uma das detecções menos eficazes, sendo necessária outra mais invasiva depois. Com o trabalho feito pela garota, o índice de detecção de células malignas subiu para 99,11%, e tende a aumentar com o uso, pois a base de dados ficará mais robusta.

Em 2012, Wenger foi eleita pela revista Time uma das 30 pessoas abaixo dos 30 anos que estão fazendo algo para mudar o mundo.

A polêmica árvore solar de Aidan Dwyer

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Em 2011, e com apenas 13 anos, Aidan Dwyer foi um dos 12 estudantes a receber o Young Nationalist Award, prêmio dado pelo Museu de História Natural de Nova York. A congratulação veio graças a sua observação da natureza. Quando descobriu que algumas espécies de árvores cresciam de acordo com um padrão matemático específico, a sequência Fibonacci, o garoto decidiu replicar o modelo para construir um painel solar que seria de 20 a 30% mais eficiente que os painéis tradicionais.

Junto com o prêmio, surgiram também várias críticas ao experimento de Aidan. Em uma entrevista para o Wall Street Journal, Jan Kleissl, professor assistente de engenharia ambiental da Universidade da Califórnia, disse que o garoto mediu a variável errada em seu experimento: em vez de calcular a potência gerada, ele usou a tensão. Para explicar melhor, o professor faz uma analogia com um cano de água: a tensão seria equivalente à pressão e a potência ao quanto de líquido é liberado no fim. O problema é que, para calcular essa potência, há também outra variável a ser considerada, que é a largura do cano (no caso elétrico, a corrente) e isso não teria sido levado em consideração por Aidan.

O professor Kleissl ainda completa que, mesmo que o garoto tivesse medido as variáveis corretas, tinha certeza que “ele não descobriria que o arranjo que fez é o melhor”. Segundo ele, o modelo levaria vantagem nas primeiras horas da manhã, mas perderia força durante o dia por causa da posição das “folhas”. Aidan ainda acredita em sua ideia inicial e continua trabalhando em novos modelos para mostrar que as árvores solares podem melhorar o desempenho do painel tradicional.

Justin Beckerman e seu submarino pessoal

justin submarino

Quando Justin Beckerman tinha 18 anos, decidiu que queria explorar o lago Hopatcong, perto da sua casa em New Jersey, nos Estados Unidos. E resolveu fazer isso da maneira mais inusitada possível: através de seu próprio submarino individual. Usando materiais recicláveis e peças aproveitadas de experiências antigas, Justin gastou um mês planejando o modelo definitivo e gastou cerca de $2 mil dólares para construir, na garagem de casa, o Nautillus. Com 2,7 metros de comprimento, o submarino pessoal pode afundar 9 metros e ficar sob a água por 2 horas, em uma velocidade de 2,4 km/h. O veículo tem motor, bombas de água, painel de controle eletrônico, quatro sistemas de bateria e envia um sinal a cada 30 segundos para que a família de Justin saiba que ele está bem.

O processo de construção do Nautillus, porém, não foi simples. O primeiro protótipo surgiu quando o garoto tinha apenas 12 anos, mas não funcionou direito porque a força de empuxo exercida pela água não deixava o submarino afundar. Alguns anos depois, ele tentou novamente e conseguiu fazer o submarino afundar, mas enfrentou problemas com a pressão da água. Ele só encontrou a solução para o problema aos 18 anos, quando fez uma cabine em forma de tubo, que resiste muito melhor à pressão externa.

A mão mecânica de Easton LaChappelle

Easton_LaChappelle mão mecânica

Quando tinha 14 anos, Easton LaChappelle decidiu construir uma mão robótica de Lego. O problema é que ele não sabia nada de eletrônica e teve que aprender o básico para fazer com que a mão abrisse e fechasse os dedos. O projeto lhe rendeu o terceiro lugar na 2011 Colorado State Science Fair, mas esse não foi o principal resultado. Ele conheceu uma garotinha de 7 anos que usava uma prótese de 80 mil dólares. Isso foi determinante para ele querer construir um modelo alternativo que fosse mais barato.

Sem dinheiro para investir no projeto, o garoto começou a trabalhar com o que tinha disponível: uma impressora 3D e um software de modelagem. Foi quando ele conseguiu desenvolver o primeiro modelo de braço adaptável a uma mão feita por open source, com direitos de uso liberados. Tirando os custos para adquirir a impressora, a prótese inteira saiu por cerca de 250 dólares. Hoje ele trabalha na terceira versão, que possui um controle mais preciso dos dedos.

O projeto lhe rendeu um convite para a White House Science Fair, na qual ele apresentou o protótipo para o presidente Barack Obama. Hoje LaChappelle trabalha no Johnson Space Center, na NASA, ajudando o time Robonaut com projetos de telerrobótica, para controlar robôs semi-autônomos a certa distância.

 

 

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