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Jovens desenvolvem games para divulgar cultura acreana

foto9_1Dois jogos eletrônicos que utilizam a cultura e a história do Acre como base para seus roteiros levaram 3 mil pessoas à ExpoT&C - feira de exposição que aconteceu durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 23 a 27 de julho em Rio Branco (AC).

Seringueiro Samurai

O primeiro jogo, chamado de Seringueiro Samurai, conta a história de um samurai que vivia no Acre durante o século 19, na época da Revolução Acriana.

Antes de o game iniciar, o jogador é apresentado à realidade da época, quando coronéis promoviam campanhas para exterminar os indígenas que protegiam as matas.

“O nosso herói Ryuzaburo Tomori se rebela contra um exército de bolivianos contratados pelo coronel Diego Barbosa para atacar os indígenas”, explica o programador-chefe da empresa Mestre Cupuaçu Estúdios, Luis Felipe de Mello.

A versão demo agradou os jogadores, como Fernando Miranda, de 9 anos. “É legal pegar um joguinho que conta coisas que aprendemos na escola”, disse. A versão final, segundo Mello, deve ficar pronta em dezembro. A equipe é formada por quatro jovens com idade entre 18 e 25 anos.

“Crescemos acompanhando games e desenhos japoneses. Estamos unindo o gosto por jogos eletrônicos, pela história do Acre e pelos animes para criar a história do primeiro samurai em terras amazônicas”, destaca Mello.

Segundo o programador-chefe, primeiramente, o game será para computadores e depois haverá versões para dispositivos móveis. “Se tivermos sorte a versão poderá chegar aos consoles.”

Alienígenas no Acre

O outro jogo, voltado a dispositivos móveis, é chamado de  Space Visitors e leva o jogador a fazer turismo na capital acreana a bordo de uma nave espacial. “Durante a atividade há pontos turísticos de Rio Branco, como a Igreja Cruzeiro do Sul.

Quando a nave sobrevoa esse local o jogador recebe informações. É possível reconhecer também a arquitetura das casinhas da cidade”, detalha a desenvolvedora Naiane Nascimento.

O Space Visitors é um dos projetos da empresa criada por Naiane e mais seis amigos. A Ciclope Amazônico, segundo a desenvolvedora de games, surgiu da vontade empreender utilizando o conhecimento adquirido no curso de sistemas de informação da Universidade Federal do Acre (UFAC).

“A nossa ideia é entreter e informar o público de uma forma diferente. Para aumentar jogador nós usamos no game questões relacionadas à ufologia”, contou a programadora.

Crianças e adolescentes são o público-alvo do aplicativo. A equipe de desenvolvedores destacou também que o Space Visitors é uma maneira de “espalhar pelo Brasil” a cultura acreana.

“Muitas pessoas não conhecem ou têm uma visão deturpada sobre a grandeza do estado. Queremos que o Brasil conheça o que o Acre tem de bom”, explica Naiane.

A primeira versão do jogo foi preparada especialmente para a SBPC. Em outubro, a versão completa deve estar disponível para download nas lojas de aplicativos dos aparelhos com sistema IOS e Android.

Serão incorporados ao game outros pontos da capital acreana, como as pracinhas e a gameleira. As informações estarão também nos idiomas inglês e espanhol.

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