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O dia em que Aparecida fugiu da guerra

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Escrito por Jovens de Maria - Editado por Vitória Victal

17 JUL 2017 - 07H00 (Atualizada em 08 JUL 2026 - 11H31)

A12/ IA

Pouca gente sabe dessa história, mas Aparecida foi campo de batalha em um passado não muito distante.

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, a cidade foi uma frente de batalha. Nesse período, Nossa Senhora esteve nas trincheiras, presente nos corações dos leigos e religiosos que lutaram pela democratização do país.

Em meio aos bombardeios, a Terra da Padroeira passou por um dos maiores dilemas de sua história: retirar ou não a Imagem Milagrosa de seu Santuário para mantê-la em segurança? Foi então que, naquele momento, Aparecida fugiu da guerra!

A Igreja e a guerra em Aparecida

Embora a Igreja Católica não tenha participado oficialmente da Revolução Constitucionalista de 1932, alguns religiosos acompanharam de perto os acontecimentos e tomaram posição diante do sofrimento provocado pelo conflito. Em Aparecida, o nome que se destaca é o do Padre Antão Jorge, vigário e missionário redentorista, que atuou junto à população durante os dias de tensão.

CDM / Santuário Nacional CDM / Santuário Nacional

Localizada em uma região estratégica do Vale do Paraíba, Aparecida acabou se tornando parte do cenário da guerra. A cidade foi atingida por ataques aéreos e viveu momentos de medo, fazendo com que moradores buscassem proteção diante da ameaça dos combates.

Padre Antão Jorge procurou auxiliar a população e os feridos, organizando, junto com os Vicentinos, um hospital militar conhecido como Hospital da Revolução. Sua atuação revela como, em meio ao conflito, a Igreja esteve presente no cuidado com as pessoas que sofriam as consequências da guerra.

Assim, a história de Aparecida durante a Revolução Constitucionalista mostra uma cidade dividida entre sua missão religiosa e a realidade de um país em conflito: enquanto recebia milhares de peregrinos em busca de fé, também enfrentava a revolução com os sons dos aviões, o medo dos ataques e a necessidade de proteger sua população.

Como a Imagem de Nossa Senhora foi protegida?

Com o avanço dos combates durante a Revolução, a própria Imagem de Nossa Senhora Aparecida passou a ser alvo de preocupação. Diante do risco causado pelos ataques, surgiu a necessidade de proteger a Padroeira do Brasil, levando a Imagem para um local seguro.

CDM / Santuário Nacional CDM / Santuário Nacional

A decisão, porém, não envolvia apenas a preservação de uma peça religiosa. Para muitos combatentes, a Imagem representava esperança e proteção em meio ao medo da guerra. Era diante dela que muitos soldados buscavam coragem antes de retornar ao campo de batalha.

O arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva demonstrava preocupação com o impacto que a retirada da Imagem poderia causar nos soldados, pois temia que eles interpretassem sua ausência como um sinal de abandono ou derrota. Por isso, a proteção da Imagem precisava equilibrar a segurança do patrimônio religioso e a fé daqueles que encontravam nela um símbolo de confiança.

Em 25 de setembro de 1932, a Imagem foi levada para o Palácio de São Luís, residência oficial do arcebispo em São Paulo. Após o fim do conflito, em 6 de outubro daquele ano, Padre Antão Jorge foi responsável por trazê-la de volta para Aparecida, onde permaneceu novamente junto aos seus devotos. 

mood  Curiosidade:

add_circle Nessa época, muitos dos soldados faziam questão de mostrar sua devoção por Nossa Senhora. Eles iam para a luta munidos de uma medalha benta de Nossa Senhora Aparecida.

Confira abaixo o vídeo completo sobre esta história:

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