No dia 09 de novembro de 1732, nascia, no sul da Itália, a Congregação do Santíssimo Redentor, conhecida por Congregação Redentorista. Cada Congregação nasce e vive de um carisma. Carisma vem do Karis, que significa Graça em grego.
Um carisma é uma resposta que o Espírito Santo suscita diante de uma necessidade da comunidade e do Reino, sempre através de pessoas concretas. Um fundador inicia esta resposta, que deve ser continuada por outras pessoas enquanto existir essa necessidade. Essa pessoa concreta chama-se Afonso de Ligório.
A necessidade para ele, fundador, é simples: camponeses e pastores a quem não é anunciado o Evangelho, por estarem nas zonas rurais. Ele encontra uma falha da Igreja institucional, e descobre-se enviado pelo Espírito a colaborar na resposta: anunciando a palavra de Deus a esses abandonados.
Inspiração: Dois aspectos que suscitam o carisma da Congregação dentro da Igreja são: a identificação com Cristo e o serviço comunitário aos pobres. A inspiração de Afonso se dá a partir do Evangelho de Lucas 4, 14–21, onde está escrito:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor”.
Desta forma, os redentoristas são chamados a ser uma presença salvífica no mundo, escolhendo a Pessoa de Cristo como centro de sua vida e se esforçam todos os dias para intensificar sua comunhão pessoal com Ele e com o seu Espírito Redentor. A identificação com Cristo leva a comunidade a se colocar a serviço dos pobres através da evangelização.
O verso do Salmo 130, 7 é uma espécie de lema da Congregação Redentorista que reza assim, em latim: “Copiosa apud eum redemptio”, que quer dizer, “Junto d’Ele a redenção é completa”. Estas palavras do salmo resumem muito bem o espírito que anima os redentoristas, pois lhes afirma que Deus é totalmente generoso no amor, compaixão e perdão concedido à humanidade.
De fato, “de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Os Redentoristas foram tocados pelo amor de Deus e tentam, assim, levar esta Boa Nova para o mundo, mas com especial preferência àqueles que vivem fora da Igreja e da sociedade.
Opção de Afonso: Em 1730, Afonso já era padre na cidade de Nápoles, Itália. Aos 34 anos, dedica-se à pregação, reunião e evangelização de comerciantes e operários nos subúrbios, denominadas Capelas de Entardecer. Leva o Evangelho a sério, porque sabe que todos são chamados a conhecer e a acolher o Amor de Cristo, e a corresponder com um caminho de santidade. Todos, até as multidões de abandonados, espiritual e materialmente dos arredores da referida cidade são evangelizados por ele e por seus companheiros.
Com tantas atividades, como atendimento aos pobres, evangelização, associação de padres diocesanos, a quem chamam de Missões Apostólicas, o desenvolvimento de missões paroquiais, favorecem para a sua formação missionária. Descobre, pois, a importância de se criar ritmos comunitários de catequese fundamental e oração entre os leigos das camadas mais pobres, para que caminhem numa vida cristã no meio de seus contextos sociais.
Nas Missões Apostólicas, descobre a importância de desenvolver ações extraordinárias de evangelização — as missões populares — nas áreas “abandonadas” pela Igreja Institucional, onde o Evangelho não é conhecido, para criar aqueles mesmos ritmos de vida cristã.

Depois de tantas atividades, Afonso cai esgotado. Os médicos recomendam-lhe que passe uns dias de descanso nas montanhas de Scala. Ali, o homem de Deus, descobre a situação em que vivem centenas e milhares de pessoas, pobres e abandonadas. São camponeses sem os sacramentos, sem o contato com a Palavra de Deus, abandonados por tudo e por todos.
Vendo aquela multidão, comoveu-se por eles, porque andavam maltratados e prostrados, como ovelhas sem pastor (Mt 9,36). “O que se pode fazer por eles?” é a pergunta que Afonso fará.
Em 2 anos descobrirá que o Espírito o consagra a ele como resposta. Em 1732, está de regresso a Scala. Deixou o ministério em Nápoles para se dedicar a estes pobres camponeses.
Para Afonso, os elementos essenciais deste novo Instituto são: Dedicar-se aos abandonados espiritualmente nas regiões rurais do Reino de Nápoles, através de “missões, instruções e outros exercícios”, e que seus membros vivem em comunidade totalmente dedicados a esta missão.
É assim que nasce a Congregação do Santíssimo Salvador, depois mudada para Santíssimo Redentor. Hoje, a Congregação do Santíssimo Redentor chegou a uma dimensão universal.
Atualmente presente em mais de 80 países, os redentoristas têm cerca de 5 mil sacerdotes, irmãos e seminaristas que professam os votos de Pobreza, Obediência Castidade e Perseverança.
Vivem em comunidade de Sacerdotes, Irmãos Religiosos Consagrados e seminaristas. Além de trabalhar em conjunto, os membros compartilham a oração, os bens, e de fato, toda a sua vida.
Os continuadores de Afonso seguem escrevendo a história, através do anúncio explícito da Palavra de Deus em todos os continentes. Hoje, como na sua história, encontramos desafios e contextos diferentes dos de Afonso. Encontramos outros abandonados, encontramos outras formas de respostas e outras formas de evangelização.
Redentoristas hoje: O carisma da Congregação Redentorista, isto é, a resposta que o Espírito Santo deu a uma necessidade do Reino através da Congregação, é o mesmo. Continua a ser o anúncio do Evangelho através de missionários dedicados a Cristo e fiéis à vocação recebida.
Hoje continuam a existir os abandonados, a quem é preciso anunciar o Evangelho da Salvação. Afonso foi quem começou este caminho na Igreja, e o que o Espírito lhe inspirou continua a ser referência para os redentoristas de hoje. Atentos às urgências pastorais, nós continuamos a Obra Redentora através da evangelização nas Missões Populares, Santuários, Meios de Comunicação (Rádios, TVs, Editoras, Internet), Igrejas paroquiais, comunidades periféricas das grandes cidades, obras sociais, casa de retiros.
Sempre atentos aos sinais dos tempos, procuramos adequar-nos à nova realidade e contextos de mudanças. Nossa família redentorista continua crescendo, pois mesmo aqueles que não fazem a sua consagração comungam da nossa espiritualidade, tais como, leigos, oblatos, jovens e outros.
Celebrar mais um ano de vida, é louvar e agradecer a Deus, que inspirou Afonso a colocar-se a serviço dos pobres. É, ao mesmo tempo, uma ação de graças a esse Deus maravilhoso que chamou e continua chamando homens a serem, com Ele, redentores no mundo. É recordar as maravilhas que nossos antepassados fizeram através de seu testemunho, como São Clemente, São Geraldo, Beatos redentoristas, Pe. Vitor Coelho de Almeida e outros do nosso tempo.
Nesta caminhada, devemos sempre louvar a Santíssima Virgem Maria, com o título de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que vem amparando os filhos missionários.
Parabéns C.Ss.R.! Parabéns, missionários redentoristas!
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