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O que são e como venerar as relíquias dos santos?

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Camila Vilas

Escrito por Camila Vilas - Editado por Giovana Marques

14 NOV 2024 - 16H05 (Atualizada em 19 MAI 2026 - 15H43)

Giovana Marques

As relíquias dos santos possuem um valor especial para nós, católicos. Elas carregam um simbolismo profundo, pois estão associadas à vida e à santidade daqueles que se entregaram completamente a Deus, servindo e amando os irmãos como Cristo ensinou. 

As relíquias sagradas são partes dos corpos dos santos ou beatos, ou objetos que usaram e foram tocados por eles. Essa tradição tem raízes bíblicas: Moisés levou os ossos de José ao sair do Egito (Ex 13,19) e, no Novo Testamento, uma mulher foi curada ao tocar na túnica de Jesus (Mt 9,20-22).

A Igreja preserva as relíquias e as exibe para veneração e benefício dos fiéis. É comum serem encontradas em Igrejas, especialmente em lugares por onde os santos passaram ou são patronos, como é o caso das Correntes de São Pedro, relíquias demonstradas na imagem acima que são atribuídas à prisão do apóstolo. 

De acordo com a tradição, seriam as correntes usadas em Jerusalém e outra no seu cativeiro em Roma. Ambas são exibidas em um relicário na basílica menor de San Pietro in Vincoli, em Roma. 

Outro exemplo são objetos usados por São Paulo que foram instrumentos usados por Deus para realizar milagres (At 19,11-12). Desde os primeiros séculos, a Igreja honra os restos dos mártires e santos.

O Catecismo nos diz que o respeito pelas relíquias é um sinal de nossa comunhão com os santos e uma expressão do culto que prestamos a Deus, por meio do exemplo desses servos (CIC, n. 1674-1676). Essa veneração não é uma adoração, mas um reconhecimento da presença de Deus em suas vidas e na história da Igreja.

Como as relíquias são classificadas?

Relíquias de primeiro grau: partes do corpo dos santos, como ossos ou fragmentos corporais.

Relíquias de segundo grau: objetos que pertenceram ao santo em vida, como vestes, livros ou outros itens pessoais.

Relíquias de terceiro grau: objetos que foram tocados a uma relíquia de primeiro grau, como pedaços de tecido.

Veneração vs. superstição 

A veneração nos ajuda a fortalecer nossa fé. As relíquias são um testemunho de sua santidade e uma lembrança da vitória de Cristo sobre a morte. Por meio das relíquias, somos levados a reconhecer a obra de Deus nos santos e a pedir sua intercessão para crescermos na fé e na virtude.

A devoção às relíquias deve ser vivida com respeito, em um espírito de oração. A Igreja ensina que as relíquias são meios pelos quais Deus realiza milagres e concede graças, mas nossa fé não deve se basear na relíquia em si, e sim no poder de Deus e na intercessão dos santos (CIC, n. 2138).

É essencial distinguir a veneração legítima das relíquias da superstição. Como alerta o Catecismo (n. 2111), a superstição desvirtua a verdadeira fé, quando coloca poder em objetos ou práticas, em vez de dirigir a confiança a Deus. Portanto, venerar uma relíquia é um ato de fé, e não um amuleto ou um meio de obter favores de forma mágica.

A devoção às relíquias dos santos nos convida a seguir o exemplo daqueles que viveram e morreram por Cristo, lembrando-nos de que todos somos chamados à santidade.

As relíquias são uma ponte entre a Igreja peregrina e a Igreja triunfante e, quando veneradas como a Igreja nos ensina, nos aproximam de Deus, nos inspiram a viver em santidade e nos lembram que não estamos sozinhos em nossa caminhada de fé.

Que o exemplo dos santos nos inspire a perseverar com fidelidade em nossa caminhada rumo ao céu.

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Escrito por:
Camila Vilas
Camila Vilas

Jornalista, musicista e leiga consagrada da Fraternidade Mariana da Reconciliação, cuja sede no Brasil fica em Niterói – RJ. Realizou diversos trabalhos missionários no Peru, Colômbia e Equador.

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