O Patriarca Ecumênico de Constantinopla ao analisar a encíclica de Francisco ("Fratelli Tutti"), disse que sonha com o mundo como uma família unida:
“Concordamos plenamente com o convite-desafio do Papa Francisco de abandonar a indiferença ou mesmo o cinismo que rege nossa vida ecológica, política, econômica e social em geral, como unidades centralizadas em si mesmas ou desinteressadas, e a sonhar o nosso mundo como uma família humana unida".
Da fala de Bartolomeu I, pode-se destacar outros três pontos importantes:
O Patriarca afirma que, mesmo antes de conhecer a Encíclica Fratelli Tutti, estava certo de que seria mais um exemplo de seu interesse inabalável pelo homem, através da manifestação de solidariedade com todos os oprimidos e sobrecarregados e os necessitados, e que conteria propostas concretas para enfrentar os grandes desafios do momento, inspiradas pela fonte inesgotável da tradição cristã, e surgindo de seu coração cheio de amor. "Nossas expectativas foram plenamente atendidas após completar a análise desta interessante Encíclica”, disse.

Bartolomeu I analisa que não idealiza o passado de forma alguma. No entanto, estamos justamente perturbados com o fato de que os modernos desenvolvimentos técnicos e científicos fortaleceram os "híbridos" do homem. “As conquistas da ciência não respondem às nossas fundamentais buscas existenciais, nem as eliminaram. Observamos também que o conhecimento científico não penetra nas profundezas da alma humana. O homem sabe disso, mas age como se não o soubesse. O Papa fala também da disparidade persistente entre os poucos que possuem muito e os muitos que possuem pouco ou nada”.

Outro aspecto analisado é sobre o desenvolvimento econômico, que "não reduziu a disparidade entre ricos e pobres, a política tornou-se serva da economia, o problema dos refugiados, o terrorismo, a violência do Estado, a humilhação da dignidade humana, as formas modernas de escravidão e a Covid-19 estão agora colocando a política diante de novas responsabilidades e apagando sua lógica pragmática”.
Para o Patriarca Ecumênico, só uma coisa é necessária: o amor, refletido na abertura para o outro e a cultura da solidariedade das pessoas.
Bartolomeu relembra que este tema foi referido pelo Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa (Creta, junho de 2016): "A Igreja de Cristo geralmente condena a guerra, que considera resultado do mal e do pecado. Nos lábios de todo cristão deve estar o slogan "Guerra, nunca mais!”. E a atitude de uma sociedade em relação à pena de morte é um indicador de sua orientação cultural e da consideração da dignidade humana.
Fonte: Vatican News
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