Chegamos ao terceiro episódio da série sobre a Oração do Pai-Nosso para aprofundar o significado da súplica: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”, a primeira entre os pedidos finais da oração.
Quando rezamos essas últimas súplicas, pedimos, sobretudo, a graça de sermos mais orantes, caridosos, fraternos e santos. Chegar a esta etapa nos mostra que o Pai-Nosso reúne em si as principais virtudes evangélicas, pois nele encontramos ensinamentos fundamentais de Jesus sobre nossa relação com Deus e com o próximo.
Nas primeiras semanas de junho, compreendemos a origem bíblica da oração, o significado da invocação “Pai” e dos pedidos relacionados ao nome, ao reino e à vontade de Deus. Agora, sob a condução do missionário redentorista Pe. Pablo Moreira, C.Ss.R., iniciamos a reflexão sobre as súplicas finais do Pai-Nosso, que abordam o pão, o perdão, a tentação e o mal.
“O pão nosso de cada dia nos dai hoje"
Mas será que Jesus, ao ensinar essa oração, referia-se apenas ao pão material que alimenta o corpo? Segundo o sacerdote, essa súplica não diz respeito somente ao alimento físico, mas também à Palavra de Deus, como ensina o próprio Cristo: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4). Além disso, ela nos remete ao pão da Sagrada Eucaristia, alimento que fortalece a alma.
Ao pedirmos o “pão nosso”, reconhecemos Deus como provedor de todas as nossas necessidades, tanto materiais quanto espirituais. Ao mesmo tempo, somos chamados a partilhar com os irmãos os dons que recebemos.
Como destaca Pe. Pablo:
“Que haja pão, porque sem pão há fome — fome de Deus, de sua Palavra, de sua vida divina, de sua missão e de suas obras.”
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