Por Santuário Nacional Em Campanha dos Devotos Atualizada em 02 ABR 2019 - 10H23

Moisés e a sarça ardente

(Ex 3,1-6)

Neste mês, investigaremos os textos referentes ao chamado de Moisés, presentes em Ex 3,1-4,17. Para a melhor compreensão desse conjunto, dividiremos o estudo em cinco partes ao longo das quatro semanas. No primeiro aprofundamento, vamos ler Ex 3,1-6, o início do relato da sarça ardente.




A primeira parte do versículo 1 faz a ligação com o relato anterior: Moisés estava na casa de seu sogro, Jetro (cf. Ex 2,21-22), vivendo de forma tranquila, apascentando ovelhas, já fazia uns 40 anos (cf. Ex 7,7; At 7,23.30).

Entretanto, o autor menciona o fato de que Moisés foi para além do deserto, chegando até a montanha de Deus, o “Horeb”, termo que significa “desolado” ou “seco” (cf. Ex 3,1b). Além disso, este local também recebe o nome de “Monte Sinai” (cf. Ex 19,11).

No alto do monte, o anjo do Senhor apareceu a Moisés numa sarça que ardia em fogo mas não se consumia (Ex 3,2). A chama de fogo é um sinal da presença de Deus ao longo dos eventos narrados no livro de Êxodo. Alguns exemplos são a coluna de fogo que guiava e protegia os israelitas (Ex 13,21-22); os sinais da presença de Deus no Monte Sinai (19,18); e no tabernáculo (40,38).

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O Anjo do Senhor não é apenas um mensageiro, mas também consiste em alguém que está diretamente identificado como o próprio Deus (cf. Gn 16,7-11; 21,17; 22,11-18; 24,7.40; 31,11; Ex 3,4). Na Tradição bíblica do Êxodo, esta figura também representa proteção. Ao sair do Egito, ele protegeu Israel (cf. Ex 14,19); ademais, o Libertador do povo prometeu que o enviaria para ir à frente de Israel, quando entrasse em Canaã (23,20; 33,2).

Diante desses elementos, uma bela lição é dada: Deus chama e protege Moisés. Ele não foi abandonado em sua missão. Assim, o Senhor faz com todo aquele que luta pela vida.

Do meio da sarça, Deus diz: "Moisés, Moisés!" (cf. Ex 3,4a). Na antiga cultura semítica, dirigir-se a alguém, pronunciando seu nome por duas vezes, consiste numa manifestação de carinho, afeição e amizade. O futuro líder de Israel responde prontamente: "Eis-me aqui!" (cf. Ex 3,4b).

A dinâmica narrativa que aparece no v.4 também está presente em Gn 46,2: Deus pronuncia, por duas vezes, o nome de Jacó; depois, o grande patriarca responde "Eis-me aqui". Isso aponta para o fato de que Moisés será o personagem principal da narrativa a partir de então (cf. Gn 31,11).

Para finalizar, quero ressaltar que estes seis versículos de abertura revelam que a vocação do grande líder do êxodo nasce de um processo de sedução. Deus se apresenta ao seu chamado, encantando-o (cf. Ex 3,3). Uma vez que você deixar o Senhor te seduzir, como Ele fez com Moisés, Jeremias e outros profetas, sem dúvida, terá força para dizer "eis-me aqui!".

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