Por Pe. Márcio Fabri dos Anjos, C.Ss.R. Em Notícias Atualizada em 18 SET 2018 - 15H51

Como votar em tempos de crise


Numa eleição democrática, o voto é secreto e livre para eleger quem decide sobre projetos e leis e quem executa e governa. Nesta crise de confiança e de caos social, não é fácil votar. Comece acreditando no valor do seu voto. Nele vai um pouco do nosso futuro. Evite o voto branco ou nulo, pois na eleição só os votos válidos decidem.

Confie desconfiando. Sem confiar, perdemos o chão da paz na vida. Não há ninguém perfeito e capaz de agradar a todos, principalmente numa sociedade de interesses tão diferentes. Mas também é preciso desconfiar, pois as maldades estão por aí e buscam nos enganar. Desconfie primeiro das notícias, pois existe uma verdadeira guerra de informações para derrubar o outro na opinião pública. Desconfie da própria simpatia ou antipatia pelos candidatos, pois isso muitas vezes é provocado em nós para manipular o nosso voto.

Programas de governo

““A Política é uma das formas mais altas de caridade, porque busca o bem comum.” ” Papa Francisco

Programas de governo são fundamentais, pois dão o rumo para nossa vida na paz. Muitos políticos não mostram com clareza seu programa, para esconder os interesses que têm. Os tratados internacionais sobre o desenvolvimento sustentável apontam três áreas que, em conjunto, não podem faltar: ecológica, social e econômica. Indicam, entre as primeiras condições necessárias para o desenvolvimento, a superação da pobreza e da fome, saúde e educação para todos, e a inserção no trabalho com dignidade.

Hoje vemos os interesses econômicos devastarem os recursos ecológicos e rejeitarem os programas de superação da desigualdade e da fome. Fecham-se os olhos para os privilégios, rejeitam-se programas sociais e investem-se na segurança através da repressão dos sintomas, e não através da superação das causas dos problemas.

Dados do IBGE de 2017 mostram que 10 milhões de brasileiros sobrevivem hoje com apenas R$ 40 por mês. A diminuição da pobreza, já conquistada, está sendo revertida: os dados da “Saúde Brasil” também mostram retrocesso. É ilusão pensar que a solução de problemas semelhantes seja apenas econômica. Por isso, é importante ver os programas que os candidatos defendem para se votar neles.

Devemos lembrar que não basta ter um bom presidente. Sem bons deputados e senadores, não haverá um bom governo. Mas, procurando candidatos voltados para bons projetos sociais, pelo menos seremos coerentes com a fé cristã, que visa o bem de todos, superando as causas dos sofrimentos e desigualdades. E, além disso, estamos fazendo um gesto político de caridade.

Nesse quebra-cabeça, veja duas coisas indispensáveis: a capacidade política e ética do candidato para exercer seu cargo e o programa que ele defende.

Artigo publicado na Revista de Aparecida edição nº 196 (julho/2018)



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