Nos últimos dias, a Índia começou a enfrentar mais um surto do vírus Nipah, que acendeu alerta na triagem de aeroportos e também de órgãos de vigilância epidemiológica nos países asiáticos. O TJ Aparecida trouxe informações sobre o novo surto.
Conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde), o patógeno possui uma estimativa de 40% a 75% de índice de letalidade para os infectados. A doença é um vírus zoonótico, transmitido entre animais (morcegos ou porcos) e seres humanos.
Evaldo Stanislau, médico infectologista e professor universitário, contou os detalhes da doença, os riscos, a transmissão e as características preventivas no Brasil.
“Não temos ainda para esse vírus uma medida preventiva vacinal ou uma medida terapêutica. E, aos pacientes que são acometidos, sobretudo no sistema nervoso central, mas também na forma pulmonar, têm uma letalidade que varia entre 40% a 70%. Portanto, entre cada 100 infectados, de 40% a 70% poderão morrer e é daí que vem exatamente a preocupação. Embora ele tenha uma letalidade muito alta, o que acontece com alguma frequência, quando o vírus é muito agressivo, ele acaba perdendo a capacidade de transmissão, porque ele é tão letal que acaba matando até quem poderia potencializá-lo. Então, felizmente, a transmissão do vírus, pelo menos entre seres humanos, é de uma pessoa para a outra, sendo mais difícil”, explicou o especialista.
A infecção pelo vírus Nipah pode causar inúmeros casos clínicos, como infecção assintomática, até mesmo infecção respiratória aguda e encefalite fatal. A doença, com sua primeira identificação em 1999, vem ocorrendo em pequenos surtos, principalmente na Índia e em Bangladesh. Mas, em janeiro, foram identificados dois infectados na zona rural da Índia, onde deixou cerca de 140 pessoas em quarentena. Embora os resultados de exames deram negativo, é essencial a atenção nos casos de contato com possíveis transmissores.
Como trata-se de um vírus sem tratamento e sem vacina, a situação hoje é de vigilância, principalmente nas regiões afetadas. O infectologista abordou: “a medida mais sensata da alta letalidade dele é vigilância. Nós precisamos estar atentos, cuidar das fronteiras, ver as pessoas que vêm dessas áreas onde tem tido casos, se alguém chega sintomático e acompanhar os boletins epidemiológicos locais. Porque, quem está em maior risco são as pessoas que moram lá.”
As manifestações dos sintomas consistem no sistema nervoso central e no trato respiratório. Possui sintomas gerais de mal-estar, fraqueza e febre.
Sistema Nervoso: pode ter redução do nível de consciência, convulsão, dor de cabeça;
Sistema Respiratório: tosse, falta de ar e tosse com secreção.
Acompanhe mais informações na reportagem:
"TJ Aparecida", de segunda a sexta-feira, às 16h45
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