Em março deste ano, as famílias brasileiras endividadas e inadimplentes atingiram o maior nível em 16 anos, acendendo um sinal de alerta para as finanças de muitas pessoas e lares. O TJ Aparecida trouxe mais informações sobre o mapa econômico dos brasileiros.
Dados do Banco Central do Brasil indicam que quase 30% da renda mensal das pessoas já estão comprometidas com dívidas e juros, enquanto 49,9% das famílias se encontram endividadas. O cenário se agrava pelo alto custo de vida, mesmo em um contexto de baixo desemprego com a taxa de 5,8% da população, totalizando 6,2 milhões de pessoas desocupadas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na prática, a população utiliza o crédito como extensão da renda e esse tipo de comportamento reflete nos dados de inadimplência.
De acordo com o Serasa, em março, o Brasil registrou um recorde histórico de 82,8 milhões de negativados, após 15 meses consecutivos de alta. A maior concentração está entre pessoas de 41 a 60 anos (35,5%), seguida pelas faixas etárias de 26 a 40 anos (33,5%). Quesia Kaminur, economista, aponta que fatores estruturais contribuem para esse cenário, como juros elevados, inflação e renda insuficiente:
“Embora tenha ampliado o número de vagas no Brasil, não é necessariamente um salário maior. Então, isso é um dos itens que coopera nessa sensação de que a pessoa não consegue chegar ao final do mês pagando todas as contas e tendo alguma reserva. Mas, soma-se a isso a questão do endividamento e também um comportamento em relação às finanças que vai para um ciclo vicioso, que é essa questão do uso do crédito como extensão da renda. O segundo fator é a taxa de juros, como a taxa de juros Selic, que estabelece um parâmetro da economia brasileira, que está um pouco menos de 15%. No entanto, no mercado, nós temos uma gama de taxa de juros sendo aplicadas”, explicou a especialista.
Diante desse contexto, a orientação é redobrar o planejamento antes de contratar empréstimos ou renegociar dívidas. Liana Mota, gerente comercial de crédito, orientou sobre os cuidados com as finanças em relação ao uso de créditos, para sempre manter aquilo que se adequa à renda: “Sempre indicamos que o cliente procure o produto ou serviço de crédito com a taxa de juros mais baixa e evite comprometer ainda mais a renda mensal”.
Atualmente, plataformas como o programa Desenrola 2.0 do Governo Federal, contribuem para a diminuição e pagamentos de dívidas da população inadimplente. O cenário reforça a importância da educação financeira e do consumo consciente como estratégias essenciais para evitar o agravamento do endividamento e recuperar a saúde financeira.
"TJ Aparecida", de segunda a sexta-feira, às 16h45
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