A partir deste mês, contemplemos o lado esquerdo frontal da Fachada Norte. Sua primeira imagem retrata o trabalho escravo do Povo no Egito. Retomemos um pouco a narrativa bíblica para entendermos essa escravidão.
O patriarca Jacó, filho de Isaac e neto de Abraão, quando José, seu filho, se tornara o administrador do Egito, migrou para lá com toda a família, e foi recebido com festa.
“Ora, no Egito surgiu um novo rei, que não conhecera José” (Êx 1,8)(Êx 1,8). Ele diz a seu povo: Vede: a população israelita tornou-se mais numerosa e mais forte do que nós. “Vamos tomar sábias medidas contra eles, para que não se multipliquem e não aconteça que, surgindo uma guerra, se associem a nossos inimigos, combatam contra nós e saiam do país” (v.9s).
Não queriam perder seus escravos. “Por isso lhes impuseram feitores no trabalho forçado, para oprimi-los com trabalhos penosos”. Mas, quanto maior a opressão, tanto mais cresciam e se multiplicavam, pelo que os egípcios começaram a odiar os israelitas. “Os egípcios submeteram os israelitas a um trabalho massacrante, amargurando-lhes a vida com o trabalho penoso da preparação da argila e da fabricação de tijolos, com toda sorte de trabalho do campo e toda espécie de trabalhos aos quais os obrigavam brutalmente” (v.11a.12-14).
A imagem em questão retrata esse sofrimento: são dois escravos totalmente encurvados na fabricação de tijolos, e sob ameaça e pressão de dois feitores a seu lado.
Situação doída. Mas, olhando bem, essa imagem é como extensão da imagem que retrata Deus, com a mão, tapando os olhos de Moisés. Essa figura no topo e no centro da Fachada, como já vimos, dá sentido para toda a Fachada. Moisés não vai ver Deus com os olhos, como desejava, mas através da mão, da ação de Deus. E veremos, já no mês seguinte, essa mão pondo-se a agir em favor do Povo.
• É apenas a escravidão do Povo, que essa imagem apresenta?
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