Há sempre algum gesto, ou palavra, ou atitude que sempre nos toca ou nos faz pensar. Vi, por esses tempos, uma criança de seus quatro ou cinco anos pedindo para sua mãe que lhe desse seu celular, pois ela o guardava em sua bolsa. Achei, de início, que era um desses objetos de brinquedo. Mas não. Era celular mesmo!
De imediato fiquei meio perplexo, pensando: ou eu estou mesmo fora do mundo ou este mundo está fora de mim! Enquanto eu luto com ideias que ajudem a transformar as pessoas, ajudando-as a torná-las adultas, e ainda mais, a acolher com generosidade o mistério do Reino, vejo que a técnica tem sabor mais agradável e sedutor. Mas essa sedução não sabe o que é contemplar a queda de uma folha quase que sem vida, caindo ao chão, silenciosa e vitoriosa, nesta estação de outono.
Nada contra a decisão dos pais em dar um aparelho celular a uma criança, por menor que seja. Minha dificuldade é como poderão entender o mistério do amor. Ou a técnica substituirá o amor ou provocará um cansaço, um vazio, a perda de sentido da vida. Eu continuo acreditando que, apesar de todos os benefícios técnicos, não há realização humana alguma sem o amor. E amor não é técnica, é vida. E Quaresma bem vivida é deixar-se tocar pelo amor.
E agora a Igreja vem nos dizer que estar ao lado dos pobres é uma graça, é uma atitude cristã sem medida, que estar ao lado deles é um mandamento.
Jesus valorizou a pobre viúva lá no templo, elogiou Zaqueu porque ele tomou a decisão de repartir metade de seus bens com os pobres, e àquele que o queria seguir pediu que não se iludisse, pois Ele, o Senhor, não tinha onde reclinar sua cabeça, enquanto os passarinhos tinham seus ninhos e as raposas suas tocas.
E olhamos para nosso desenvolvimento desequilibrado, em que uns poucos escolhem roupas de marca e aparelhos de última geração, em detrimento de crianças, adultos e idosos que não têm o que comer nem têm acesso de modo digno à escola, hospital... É o econômico predominando sobre a vida.
São nossas decisões e nosso modo de viver, conduzindo o Cristo outra vez para o Calvário. E ainda temos coragem de celebrar a Páscoa! É uma pena, pois, se não há partilha, não há amor e nem ressurreição.
Pior quando queremos viver uma fé desencarnada, buscando na religião uma satisfação psicológica ou uma enganosa paz de consciência. O planeta Terra é o novo pobre, que carrega uma multidão de pobres feridos em sua dignidade, e de pobres em palácios que não souberam repartir nem estão preocupados com a verdade de Cristo. O Evangelho passa a ser uma ideia, uma filosofia e não a base de uma vida.
A história está em nossas mãos. Se não a mudamos, não temos o direito de dizer que muitas coisas não vão bem... E se nos tornamos infelizes, não coloquemos a culpa em Deus!
Nossa Senhora quer nos falar!
O texto apresenta uma mensagem de amor materno de Maria, que acolhe, orienta e convida os fiéis a viverem no amor a Cristo, praticando o bem e seguindo a vontade de Deus.
Só em Cristo o ser humano pode realizar-se
A ressurreição de Cristo revela a vitória definitiva da vida sobre a morte e aponta para a plena realização do ser humano em Deus, renovando a esperança e o sentido da existência.
Não desprezar o pobre é amar a Deus
Jesus revela a dignidade humana ao se colocar ao lado dos pobres e sofredores, chamando os cristãos a viver a fé no amor, no serviço e na solidariedade.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.