Revista de Aparecida

Romaria a pé leva a Capelinha Missionária de volta a Aparecida (SP)

Em um andor, grupo carregou a imagem de Nossa Senhora Aparecida atravessando fronteiras e dificuldades pelo caminho

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Escrito por Gustavo Marcelino

28 MAI 2026 - 07H00

Foram 12 dias, 345 quilômetros, dois estados, 115 pessoas, quatro carros, dois caminhões e uma missão: levar a Capelinha Missionária, em romaria, ao Santuário Nacional, a pé. Os peregrinos saíram de Resende Costa (MG), carregando um andor com a Capelinha do Projeto Aparecida pelo Brasil, rumo a Capital Mariana da Fé.

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Na primeira noite, ainda em sua cidade natal, os devotos participaram de uma missa de envio, para que a viagem fosse abençoada e o caminho seguro. O pároco de Resende Costa, Pe. Marcos Alexandre Pereira, desejou a todos uma boa jornada e expressou sua vontade em estar junto com todos na chegada a Casa da Mãe.

“Hoje, essa imagem parte com eles, eles a devolverá (sic) com o agradecimento de toda nossa Paróquia (...) No dia primeiro (de maio), se Deus quiser, estarei lá em Aparecida, vou caminhar com eles também, da entrada da igreja até o Altar Central”, disse o religioso durante a celebração.


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Uma missão de amor e fé

Quem coordenou toda a peregrinação, vivenciando pelo quarto ano a Romaria dos Guerreiros de Maria, foi Dautre Rezende que, junto com sua esposa realiza o feito de levar os devotos a Aparecida anualmente. “Nossa Senhora me deu uma missão e eu vou cumprir ela enquanto eu tiver força, enquanto eu tiver saúde. Mesmo quando eu não tiver saúde, eu vou estar cumprindo ela. Nossa Senhora me deu uma missão de levar os filhos até a casa dela”, relatou o peregrino.

“Eu dou a minha vida mesmo para que tudo isso aconteça. Para que todos saiam daqui e cheguem bem até o Santuário”, completou Dautre.

“A gente não sabe o que a gente vai encontrar, né? Chegando em Aparecida (...) A gente sobe a rampa, a gente reflete sobre o percurso, como que foi (...) E bate aquela saudade também, né? Do percurso, dos amigos de caminhada que fazemos”, conta Luís Carlos de Rezende Miranda, peregrino de Resende Costa (MG), que segue desde o primeiro dia a pé com o grupo.

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Peregrinar com propósito

“Como devoto, fiz, montei esse caminho pra gente fazer uma Romaria a cavalo (...) E o Dautre me procurou pra gente fazer o caminho com eles pra levar os romeiros”, disse André Luiz Maia Lara, que abriu caminho pela trilha que hoje é utilizada pelos Guerreiros de Maria todos os anos.

Enquanto caminham, os peregrinos rezam, cantam e meditam para fortalecer sua fé e perseverar na jornada. Neste ano, em especial, os devotos caminhavam acompanhados pela Capelinha Missionária, que os deu uma força ainda maior para continuar.

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“Nossa Senhora está presente em todos os lugares, mas com a Capelinha vindo diretamente do santuário, eu sentia Nossa Senhora um pouco mais próxima, vindo diretamente de Aparecida (...) Ter esse privilégio de levar a Capelinha até o Santuário é uma forma de evangelização (...) E comprometimento também com ela, e responsabilidade, com certeza”, relata Jonas Vinícius Pinto, que auxilia os peregrinos no apoio da Romaria.

“Você sai de casa uma pessoa e volta a outra. Não é simplesmente uma jornada que você sai em um ponto de saída e até um ponto de chegada. O intuito dela, então, no meu pensar, é que ela tem uma evangelização, ela tem algo para ser mudado”, completa Jonas.

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Os Escolhidos de Maria

No dia anterior a chegada do grupo a Aparecida foi celebrada uma missa com os membros da Romaria dos Guerreiros de Maria, na cidade de Guaratinguetá (SP), simbolizando a última noite do grupo em peregrinação.

O ecônomo do Santuário Nacional, padre Fábio Evaristo, presidiu a celebração e deixou uma mensagem final aos peregrinos, reforçando sua gratidão pelo gesto de fé de cada um da romaria. Além de desejar a todos um último dia abençoado de caminhada.

“A maneira como vocês prepararam o andor e o carregaram. E estão carregando ao longo destes dias, se revezando. Com certeza, Nossa Senhora está mesmo muito, mas muito feliz com o carinho destes filhos e filhas dela”, salientou o missionário redentorista.

“Vocês não são somente guerreiros de Maria, vocês são escolhidos, escolhidas de Maria. Foi ela quem os escolheu para viver esta experiência, para seguir este caminho”, complementou o ecônomo.

A caminhada continua

A Capelinha Missionária foi devolvida ao Santuário Nacional após o fim da Romaria, mas, segundo o coordenador do grupo, Dautre Rezende, ela voltará para a cidade deles assim que for possível, pois “a presença da Capelinha em nossa Romaria transformou a forma como peregrinamos”, disse o peregrino.


Victor Hugo Barros Victor Hugo Barros

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