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Arquivo pessoal

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Seja adorado e seja amado nesta Terra de Santa Cruz

Por João Pedro Ribeiro e Victor Hugo Barros

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"Seja adorado e seja amado nesta Terra de Santa Cruz"

Por João Pedro Ribeiro e Victor Hugo Barros

Na comemoração do Dia de Todos os Santos, a Revista de Aparecida apresenta a história de alguns Santos e Beatos Brasileiros que responderam com o exemplo e a própria vida ao convite de Deus: “Deveis santificar-vos para serdes santos, porque Eu sou Santo”.

(Lv 11, 4; 1Pe 1, 15) 

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Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu

No dia 16 de julho de 1645, quando o Nordeste Brasileiro se encontrava sob dominação holandesa, 70 fiéis que celebravam a Santa Missa no Engenho de Cunhaú da cidade de Canguaretama (RN) foram assassinados depois de uma invasão de mais de 200 soldados holandeses. Presos dentro do templo, rejeitaram a opção para conversão ao calvinismo e pediram perdão pelas próprias culpas. Entre os martirizados, estava o Santo Pe. André de Soveral.

No mesmo ano, no dia 03 de outubro, 80 fiéis foram mortos por holandeses em Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante (RN); dentre eles, Santo Pe. Ambrósio Francisco Ferro e Santo Mateus Moreira que, segundo a Tradição, morreu enquanto repetia “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. Em 15 de outubro de 2017, foram canonizados pelo Papa Francisco.

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O martírio é a prova maior de amor, não há um sinal mais eloquente e perfeito de convicção que dar a vida, derramar o sangue. Tertuliano dizia que o sangue dos mártires é a semente de novos cristãos.

Dom Jaime Vieira da Rocha
Arcebispo de Natal (RN)

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Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu

No dia 16 de julho de 1645, quando o Nordeste Brasileiro se encontrava sob dominação holandesa, 70 fiéis que celebravam a Santa Missa no Engenho de Cunhaú da cidade de Canguaretama (RN) foram assassinados depois de uma invasão de mais de 200 soldados holandeses. Presos dentro do templo, rejeitaram a opção para conversão ao calvinismo e pediram perdão pelas próprias culpas. Entre os martirizados, estava o Santo Pe. André de Soveral.

No mesmo ano, no dia 03 de outubro, 80 fiéis foram mortos por holandeses em Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante (RN); dentre eles, Santo Pe. Ambrósio Francisco Ferro e Santo Mateus Moreira que, segundo a Tradição, morreu enquanto repetia “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. Em 15 de outubro de 2017, foram canonizados pelo Papa Francisco.

"O martírio é a prova maior de amor, não há um sinal mais eloquente e perfeito de convicção que dar a vida, derramar o sangue. Tertuliano dizia que o sangue dos mártires é a semente de novos cristãos."

Dom Jaime Vieira da Rocha
Arcebispo de Natal (RN)

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São Frei Galvão

Antônio Galvão de França nasceu em Guaratinguetá (SP), em 1739, e ingressou no Seminário Franciscano do Rio de Janeiro aos 21 anos. Foi transferido para São Paulo em 1762, ano seguinte à sua ordenação. Na cidade, era confessor no Recolhimento de Santa Teresa, e atendeu ao pedido de uma das freiras para construir um novo Recolhimento, fundando-o em 1774. Durante a vida, demonstrou bondade e defendeu os mais necessitados. Também demostrou os dons da cura, da levitação, da premonição e da ubiquidade. Faleceu em 23 de dezembro de 1822, em São Paulo. Foi beatificado em 25 de outubro de 1998 e, em 11 de maio de 2007, foi canonizado após a comprovação do milagre da gravidez de uma fiel paulistana.

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Ele (Frei Galvão) foi o grande construtor do Mosteiro da Luz, e essa construção é fruto, antes de tudo, de uma profunda devoção a Nossa Senhora. O amor de Frei Galvão pela Imaculada Conceição se tornou concreto.

Frei Diego Atalino de Melo
Reitor do Santuário de Frei Galvão

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São Frei Galvão

Antônio Galvão de França nasceu em Guaratinguetá (SP), em 1739, e ingressou no Seminário Franciscano do Rio de Janeiro aos 21 anos. Foi transferido para São Paulo em 1762, ano seguinte à sua ordenação. Na cidade, era confessor no Recolhimento de Santa Teresa, e atendeu ao pedido de uma das freiras para construir um novo Recolhimento, fundando-o em 1774. Durante a vida, demonstrou bondade e defendeu os mais necessitados. Também demostrou os dons da cura, da levitação, da premonição e da ubiquidade. Faleceu em 23 de dezembro de 1822, em São Paulo. Foi beatificado em 25 de outubro de 1998 e, em 11 de maio de 2007, foi canonizado após a comprovação do milagre da gravidez de uma fiel paulistana.

"Ele (Frei Galvão) foi o grande construtor do Mosteiro da Luz, e essa construção é fruto, antes de tudo, de uma profunda devoção a Nossa Senhora. O amor de Frei Galvão pela Imaculada Conceição se tornou concreto."

Frei Diego Atalino de Melo
Reitor do Santuário de Frei Galvão

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Beata Nhá Chica

Francisca de Paula de Jesus nasceu em um distrito de São João del Rei (MG), em 1808, mas ainda criança mudou-se para a pequena cidade mineira de Baependi. A devoção à Virgem Maria sempre acompanhou Francisca de Paula, que se referia à Mãe de Jesus como “minha Sinhá”. Possuía o dom da clarividência e, ao lado de sua residência, construiu uma igreja em honra a Nossa Senhora da Conceição. Faleceu em 14 de junho de 1895 e foi sepultada quatro dias depois, período durante o qual notou-se um agradável perfume de rosas ao redor de seu corpo. Foi beatificada em 04 de maio de 2013, após a cura de um problema congênito no coração de uma professora de Caxambu (MG).

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A Beata Nhá Chica, sendo analfabeta, pedia que as pessoas lessem a Bíblia para não se distanciar da Palavra de Deus e ao mesmo tempo iluminar a sua vida e a vida das pessoas a respeito da vontade de Deus.

Dom Pedro Cunha Cruz
Bispo da Diocese da Campanha (MG)

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Beata Nhá Chica

Francisca de Paula de Jesus nasceu em um distrito de São João del Rei (MG), em 1808, mas ainda criança mudou-se para a pequena cidade mineira de Baependi. A devoção à Virgem Maria sempre acompanhou Francisca de Paula, que se referia à Mãe de Jesus como “minha Sinhá”. Possuía o dom da clarividência e, ao lado de sua residência, construiu uma igreja em honra a Nossa Senhora da Conceição. Faleceu em 14 de junho de 1895 e foi sepultada quatro dias depois, período durante o qual notou-se um agradável perfume de rosas ao redor de seu corpo. Foi beatificada em 04 de maio de 2013, após a cura de um problema congênito no coração de uma professora de Caxambu (MG).

"A Beata Nhá Chica, sendo analfabeta, pedia que as pessoas lessem a Bíblia para não se distanciar da Palavra de Deus e ao mesmo tempo iluminar a sua vida e a vida das pessoas a respeito da vontade de Deus."

Dom Pedro Cunha Cruz
Bispo da Diocese da Campanha (MG)

Arquivo pessoal

Beato Pe. Victor

Francisco de Paula Victor nasceu na cidade de Campanha (MG), em 12 de abril de 1827, na época do Império do Brasil. Mesmo sendo escravo, recebeu boa educação de sua madrinha, dona Marianna Bárbara Ferreira. Enfrentou dificuldades e discriminação pela cor de sua pele durante os estudos e após sua ordenação, que ocorreu em 1851. Em Três Pontas (MG), município onde foi pároco, atendia aos pobres e necessitados com total abnegação à vida material. Após seu falecimento, em 23 de setembro de 1905, fiéis relataram que o corpo do padre exalava um agradável perfume. Foi beatificado em 14 de novembro de 2015, após uma professora dar à luz um filho pela intercessão do Beato Pe. Victor, mesmo com a impossibilidade dada pelos médicos.

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Ele (Beato Pe. Victor) estava disposto a enfrentar esses desafios porque ele sentia muito fortemente esse chamado de Deus (...) e foi transformando a vida das pessoas, sobretudo das pessoas mais simples, mais humildes, mais pobres através da educação.

Dom Pedro Cunha Cruz
Bispo da Campanha (MG)

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Beato Pe. Victor

Francisco de Paula Victor nasceu na cidade de Campanha (MG), em 12 de abril de 1827, na época do Império do Brasil. Mesmo sendo escravo, recebeu boa educação de sua madrinha, dona Marianna Bárbara Ferreira. Enfrentou dificuldades e discriminação pela cor de sua pele durante os estudos e após sua ordenação, que ocorreu em 1851. Em Três Pontas (MG), município onde foi pároco, atendia aos pobres e necessitados com total abnegação à vida material. Após seu falecimento, em 23 de setembro de 1905, fiéis relataram que o corpo do padre exalava um agradável perfume. Foi beatificado em 14 de novembro de 2015, após uma professora dar à luz um filho pela intercessão do Beato Pe. Victor, mesmo com a impossibilidade dada pelos médicos.

"Ele (Beato Pe. Victor) estava disposto a enfrentar esses desafios porque ele sentia muito fortemente esse chamado de Deus (...) e foi transformando a vida das pessoas, sobretudo das pessoas mais simples, mais humildes, mais pobres através da educação."

Dom Pedro Cunha Cruz
Bispo da Campanha (MG)

Arquivo pessoal

Amábile Lúcia Visinteiner nasceu em Vígolo Vattaro, na Itália, em 16 de dezembro de 1865 e imigrou ao Brasil com a família para a cidade de Nova Trento (SC). Em 1890, fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição e assumiu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Em Aparecida, a Santa fundou o Lar Nossa Senhora Aparecida em 1923. Santa Paulina dedicou-se a manter vivo o carisma da caridade para os mais pobres e enfermos até seu falecimento, em 9 de julho de 1942. Foi canonizada em 19 de maio de 2002, após o reconhecimento de dois milagres no Brasil, com a cura instantânea de um choque irreversível e hemorragia interna de uma fiel, e outro com a cura de uma recém-nascida com tumor cerebral e que, segundo os médicos, não tinha chances de sobrevivência.

Santa Paulina tem aquele ideal que pode ser expressado no primeiro gesto: recebem uma doente, se dedicam a ela e a servem como Cristo a quem necessitava de um serviço, uma atenção.

Dom Wilson Tadeu Jönck
Arcebispo de Santa Catarina


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Santa Paulina

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Santa Paulina

Amábile Lúcia Visinteiner nasceu em Vígolo Vattaro, na Itália, em 16 de dezembro de 1865 e imigrou ao Brasil com a família para a cidade de Nova Trento (SC). Em 1890, fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição e assumiu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Em Aparecida, a Santa fundou o Lar Nossa Senhora Aparecida em 1923. Santa Paulina dedicou-se a manter vivo o carisma da caridade para os mais pobres e enfermos até seu falecimento, em 9 de julho de 1942. Foi canonizada em 19 de maio de 2002, após o reconhecimento de dois milagres no Brasil, com a cura instantânea de um choque irreversível e hemorragia interna de uma fiel, e outro com a cura de uma recém-nascida com tumor cerebral e que, segundo os médicos, não tinha chances de sobrevivência.

"Santa Paulina tem aquele ideal que pode ser expressado no primeiro gesto: recebem uma doente, se dedicam a ela e a servem como Cristo a quem necessitava de um serviço, uma atenção."

Dom Wilson Tadeu Jönck
Arcebispo de Santa Catarina


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Donizetti Tavares de Lima nasceu em Cássia (MG), em 03 de janeiro de 1882. Tomou posse como sacerdote em Tambaú (SP) em 13 de junho de 1926, ano em que recebeu uma imagem fac-símile de Nossa Senhora Aparecida na cidade. Três anos depois, um incêndio destruiu completamente a Igreja Matriz, mas a imagem de Nossa Senhora Aparecida com o manto de seda foi encontrada intacta. Dedicou a vida à caridade e ao trabalho com a comunidade, possuindo o dom da cura. Faleceu em 16 de junho de 1961, e foi beatificado em 23 de novembro de 2019, após um bebê, com uma condição congênita nos pés, ser milagrosamente curado após as súplicas de sua mãe a Pe. Donizetti.

Tantas graças e milagres que se alcançavam através da intercessão dele, ele dizia: ‘Não, eu peço para a Mãe de Deus, Nossa Senhora Aparecida, e ela tudo consegue junto a seu Filho’. (...) Ele, consagrado a Nossa Senhora, sempre viveu muito identificado com ela em toda sua missão.

Dom Antônio Emídio Vilar
Bispo de São José do Rio Preto (SP)

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Beato Donizetti

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Beato Donizetti

Donizetti Tavares de Lima nasceu em Cássia (MG), em 03 de janeiro de 1882. Tomou posse como sacerdote em Tambaú (SP) em 13 de junho de 1926, ano em que recebeu uma imagem fac-símile de Nossa Senhora Aparecida na cidade. Três anos depois, um incêndio destruiu completamente a Igreja Matriz, mas a imagem de Nossa Senhora Aparecida com o manto de seda foi encontrada intacta. Dedicou a vida à caridade e ao trabalho com a comunidade, possuindo o dom da cura. Faleceu em 16 de junho de 1961, e foi beatificado em 23 de novembro de 2019, após um bebê, com uma condição congênita nos pés, ser milagrosamente curado após as súplicas de sua mãe a Pe. Donizetti.

"Tantas graças e milagres que se alcançavam através da intercessão dele, ele dizia: ‘Não, eu peço para a Mãe de Deus, Nossa Senhora Aparecida, e ela tudo consegue junto a seu Filho’. (...) Ele, consagrado a Nossa Senhora, sempre viveu muito identificado com ela em toda sua missão."

Dom Antônio Emídio Vilar
Bispo de São José do Rio Preto (SP)

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Venerável
Pe. Vítor Coelho

Vítor Coelho de Almeida nasceu em 22 de setembro de 1899 em Sacramento (MG). Entrou no Seminário Santo Afonso em Aparecida em 1911, três anos após a morte da mãe, e foi ordenado sacerdote em agosto de 1923, na Alemanha. Apóstolo de Aparecida e fiel seguidor da Mãe, trabalhou diligentemente para a fundação da Rádio Aparecida, inaugurada em 1951. Com o programa ‘Os ponteiros apontam para o infinito’ e a Consagração a Nossa Senhora Aparecida, desbravou fronteiras por meio das ondas da emissora de Nossa Senhora. Trabalhou arduamente até seu falecimento, em 21 de julho de 1987. O processo de beatificação foi aberto em 12 de outubro de 1998. Foi declarado venerável pelo Papa Francisco em 05 de agosto de 2022.

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Pois, ele (Pe. Vítor Coelho) viveu com heroísmo as virtudes: a fortaleza, porque sabia que a força humana está em Deus. Exercitou o equilíbrio mesmo nas adversidades, e a prudência lhe iluminou nos discernimentos. Praticou a justiça para com o próximo e com Deus. Soube viver e fortalecer a fé, a esperança com entusiasmo e a caridade para com o gênero humano.

Ir. José Mauro Maciel, C.Ss.R.

Venerável
Pe. Vítor Coelho

Vítor Coelho de Almeida nasceu em 22 de setembro de 1899 em Sacramento (MG). Entrou no Seminário Santo Afonso em Aparecida em 1911, três anos após a morte da mãe, e foi ordenado sacerdote em agosto de 1923, na Alemanha. Apóstolo de Aparecida e fiel seguidor da Mãe, trabalhou diligentemente para a fundação da Rádio Aparecida, inaugurada em 1951. Com o programa ‘Os ponteiros apontam para o infinito’ e a Consagração a Nossa Senhora Aparecida, desbravou fronteiras por meio das ondas da emissora de Nossa Senhora. Trabalhou arduamente até seu falecimento, em 21 de julho de 1987. O processo de beatificação foi aberto em 12 de outubro de 1998. Foi declarado venerável pelo Papa Francisco em 05 de agosto de 2022.

"Pois, ele (Pe. Vítor Coelho) viveu com heroísmo as virtudes: a fortaleza, porque sabia que a força humana está em Deus. Exercitou o equilíbrio mesmo nas adversidades, e a prudência lhe iluminou nos discernimentos. Praticou a justiça para com o próximo e com Deus. Soube viver e fortalecer a fé, a esperança com entusiasmo e a caridade para com o gênero humano."

Ir. José Mauro Maciel, C.Ss.R.

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