Por Redação A12 Em Artigos Atualizada em 12 JUL 2019 - 10H08

Não deixe nada nem ninguém decidir por você

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Eu, ser humano que sou, tenho alguns ideais que defendo a qualquer custo e de que, geralmente, falo muito a respeito. Ideais que fazem parte de minha essência, e que, sem eles, eu com certeza seria uma pessoa completamente diferente.

Alguns deles são básicos, normais e compartilhados por muitas outras pessoas, tais como bondade, amor ao próximo, amizade, entre outros. Aqueles princípios que, muitas vezes, vêm de berço, de costumes religiosos, de experiências de vida. Cada um os molda de acordo com sua personalidade. Então, o que eu penso a respeito de um determinado assunto pode não ser o que você pensa, e isso não tem problema algum.

Leia Mais10 toques de SabedoriaOs próximos 'agora'Criança “birrenta” pode virar adolescente antissocialAprender a aprender“É possível vencer a insegurança”, diz psicólogoUm dos mais lúcidos valores que defendo é o exercício da liberdade. E, quando escrevo isso, quero abranger todo o tipo de liberdade possível. Aquela que nos permite ser nós mesmos, sem medo de recriminações ou julgamentos. Nenhum de nós deve abrir mão da liberdade por nada nem por alguém. Liberdade é o que constitui a base de nossa essência.

Como podemos ser completos, se temos amarras, que podem ser tanto internas, quanto externas?

As internas são as que vêm de dentro de nossa própria mente, como preconceitos que cresceram conosco e que nos impedem de fazer algo que queremos, pois fomos ensinados que era errado ou impossível. A liberdade começa em nossa própria mente.

E as amarras externas são as de nosso meio social, principalmente. Pessoas que não aprovam nossas decisões, nossos pontos de vista; pessoas que se sentem no direito de exercer poder sobre nós. Principalmente sobre as mulheres, afinal de contas, historicamente, são tidas como inferiores e submissas. E isso já era, mas muitos ainda não se deram conta disso. Não tenho por objetivo pautar o texto no feminismo, pois não sou feminista e penso que não é a única situação em que a liberdade deve ser exercida.

Claro que não podemos confundir liberdade com inconsequência. Ser livre é algo que também traz responsabilidades, como cuidar do próximo, não causar males, não pôr a própria vida em risco, porque ser livre não é sinônimo de ser “idiota”.

Ser livre é um estilo de vida. E é um dos bons. Nós podemos ser tudo. Muitas vezes, só precisamos nos organizar melhor, aproveitar nosso tempo de forma mais eficiente. Muitas vezes, só precisamos estabelecer limites, ao invés de acatar todos os que nos são impostos. Muitas vezes, só precisamos libertar nossa própria mente, pois nós somos nosso maior obstáculo.

A vida é feita de escolhas. É clichê dizer isso, más é verdade. Por isso, nossa liberdade está em nossas mãos. Se a entregarmos de bandeja, não poderemos reclamar, mas, felizmente, poderemos reverter a qualquer momento. Claro que, quanto mais tempo passarmos sem ela, mais difícil será para recuperá-la. Acreditemos, vale a pena! E quando percebermos isso, nunca mais abriremos mão dela.

Não deixemos nada nem ninguém decidir por nós.

.:: Leia também: Minha família é o meu alicerce 

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