Por Jornal Santuário Em Artigos Atualizada em 14 FEV 2019 - 09H12

Não espere a sexta para sextar

Iryna Inshyna/Shutterstock
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Se você for pensar bem, vai perceber que as coisas que você gosta de fazer são as que você menos faz. A vida corre aceleradamente, e o tempo é preenchido com tudo aquilo que classificamos como prioridade. Enchemos os horários com responsabilidades, afazeres, filhos, cônjuge, família, chefe, trabalho e tantas outras coisas. E, de repente, é hora de dormir para poder repetir tudo outra vez no dia seguinte.

Não é à toa que o “#sextou” virou clichê da iminência sabática-dominical. Não é ao acaso que se acorda na segunda-feira contando os dias para que venha logo, em uma brevidade cronológica imperceptível, a sexta. É como se o fim de semana fosse trazer aquele tempo precioso para preenchermos com qualquer coisa de diferente do que foi feito nos dias anteriores. Se for assim, até que não é tão ruim. Da mesma forma que a rosa suporta algumas lagartas para poder ver aflorar as borboletas, nós suportamos os dias úteis pelos... “inúteis”? Que seja.

Mas e os que não têm um “#sextou”? Afinal, para muitos, a semana não se acaba na sexta. Essas pessoas são fortes! Imagine ser tudo o que se é durante a semana, no fim de semana também. Parabéns se você é uma dessas pessoas. Na verdade, parabéns para nós todos. Não é fácil viver, e vivemos, cuidamos dos outros, trabalhamos, pagamos as contas, choramos, rimos, rezamos, agradecemos e imploramos. E, no fim, o que temos em troca? Satisfação das contas pagas no fim do mês e a tão almejada proteção onipresente e onisciente de Deus? Para muitos, isso é pouco; já para outros, isso é tudo. Para alguns, deitar e dormir depois de um dia de trabalho é satisfação de um dia vencido; já para outros muitos, é desesperador saber que tudo se repetirá no dia seguinte.

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Seria bom se pudéssemos encontrar uma forma de “sextar” todos os dias. Significaria que, ao fim de cada dia, terminaríamos satisfeitos e ansiosos pelo dia seguinte. Ao invés disso, vivemos sem aproveitar o tempo que temos, desejando o tempo que ainda está por vir. Está certo que não dá para usar o tempo que temos fazendo 100% das coisas que queremos, a não ser que sejamos um tipo de herdeiro milionário sem preocupações. E ainda assim, em algum momento, teríamos algumas. Mas dá para equilibrar obrigações com prazer. Dá para ter um dia entediante no trabalho, mas dormir agradecido por ter um trabalho. Dá para trabalhar 8 horas por dia, gastar 4 horas no trânsito e chegar em casa feliz por ter um lugar para onde se dirigir no final da jornada. Dá para ver tudo com outro ponto de vista, menos deprimente e rancoroso. Dá para ser feliz também de segunda a quinta, e não simplesmente porque a sexta se aproxima... Viver é difícil e fazemos isso todos os dias. Logo, somos pessoas extremamente fortes e guerreiras.

Caiene Cassoli
Autora do livro “O poder de mudar hábitos”
Editora Ideias & Letras

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