Por Pe. Clayton Sant'Anna, C.Ss.R. Em Artigos Atualizada em 03 AGO 2018 - 08H39

Virtudes teologais: fé, esperança e caridade


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Fé, esperança e caridade. O progresso e a maturidade espiritual cristã se assentam nessas três virtudes. No plano delas se inicia e se leva a termo nossa transformação radical de pecador a filho de Deus. Pela fé cremos em Deus e em tudo o que a Igreja proclama como revelado por ele. Pela esperança apostamos nossa felicidade no reino dos céus e na vida eterna confiantes nas promessas de Jesus Cristo e sustentados com a graça do Espírito Santo. Com o novo mandamento da caridade (Lava-pés), amamos a Deus sobre todas as coisas e, nesse amor, amamos ao próximo como a nós mesmos. As três virtudes teologais são inseparáveis. Sua prática nos faz conhecer, amar a Deus e esperar sua glória solidários uns com os outros, na construção de seu Reino entre nós.

Leia MaisInveja ... a invejaÉtica da compaixãoSão dons sobrenaturais que Deus nos dá. Se os cultivarmos, ratificaremos a união com Ele nos sentimentos, nas opções e nas atitudes, solidários uns com os outros em seu amor e na fraternidade. Tais virtudes sustentam em nós a graça do batismo em Cristo, que nos mergulhou no mistério da Trindade. Adquirimos consciência de nossa origem e fim absoluto! Santo Agostinho escreveu que Deus é mais íntimo de nós que nós mesmos! Ele nos ama no mais profundo de nosso ser. É famosa a leitura do santo sobre a história: dois amores construíram duas cidades! A dos homens e a de Deus. O amor dos homens a si mesmos, exacerbado até ao desprezo a Deus, construiu a cidade terrena visível, enganosa e perecível, a sociedade sem fé, iludida, inquieta, angustiada e frustrada. Já o amor de Deus por nós, levado ao extremo do autoaniquilamento, edifica entre nós a cidade celeste eterna e invisível. A cidade terrena se organiza cultivando prestígio, riqueza, busca de poderes e competição sem freios. Predomina todo tipo de intolerância na disputa por espaço, direitos e respeito. A engrenagem política acentua o desamor com a divisão odiosa do “nós e eles”, sacralizando ideologias de esquerda ou direita.

 Vivendo as três virtudes teologais, o cristão espera partilhar a cidadania digna, diminuir a pobreza sem lideranças populistas e construir um Brasil-ético; uma nação que seja o retrato da “cidade de Deus”! O Brasil da justiça, da fraternidade, da promoção e da defesa da vida da concepção ao fim natural. Nem as ambições mais poderosas vão destruir a cidade do amor, já vitoriosa no céu. Seus pilares têm a glória do Senhor. Ela é a "Jerusalém do alto" (Apocalipse 21,11). Seu alicerce na terra é a fé. Movidos pela esperança, nós, os seguidores do Cordeiro no amor, aqui habitamos a caminho do novo céus e a nova terra. (Apocalipse 21,1). Caminhamos para a cidade eterna fazendo da passagem terrena um serviço total de caridade fraterna, em busca da justiça, da paz e do respeito à vida em todos.


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