Por André Somensari Em Notícias Atualizada em 06 MAR 2019 - 09H01

Campanha da Fraternidade tem mais de meio século de história


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Ao entrar este ano em sua 56ª edição, a Campanha da Fraternidade tem em sua origem um grande evento que marcou a história da Igreja no Mundo: o Concílio II do Vaticano.

No início da década de 60, no Brasil, precisamente em 1961, três padres, responsáveis pela Caritas no Brasil, idealizaram uma campanha, que tinha por objetivo angariar fundos para atividades assistenciais. A esta ideia deram o nome de Campanha da Fraternidade, realizada pela primeira vez na Quaresma de 1962, em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

A repercussão da iniciativa aconteceu rapidamente e, no ano seguinte, 1963, dezesseis dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Apesar de não obterem êxito financeiro, estas essas campanhas foram embriões para que a Campanha da Fraternidade despertasse interesse em todo o país, de modo que, na Quaresma de 1964, fosse lançada e divulgada pela CNBB a primeira Campanha da Fraternidade de abrangência nacional, com o tema “Igreja em Renovação”, sob responsabilidade do Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência na época estava a Caritas Brasileira, idealizadora da mesma.

“A Campanha da Fraternidade hoje é uma instituição de mais de meio século de história, que muito contribui para a sociedade brasileira. Ela nasceu no contexto do Concílio Vaticano II, que iniciou um tempo de renovação na Igreja, trazendo muitas luzes para todas as realidades da Igreja. O grande objetivo da CF é despertar nas pessoas o senso de Justiça Social, de fraternidade e de amor ao próximo. É recordar que todos nós somos irmãos e irmãs. Para isso, a cada ano, a Igreja no Brasil escolhe uma temática que ajuda as nossas comunidades e toda a sociedade civil a ampliar sua reflexão sobre o tema em questão”, afirma o padre Luís Fernando da Silva, secretário executivo das campanhas da CNBB.

.:: Quando termina a Quaresma?

Em toda a sua história, a Campanha da Fraternidade está dividida em fases, que se alinham também com a História da Igreja Católica e História recente da sociedade brasileira:

1964-1972: 1ª fase: Em busca da Renovação Interna da Igreja.

1973-1984: 2ª fase: A Igreja preocupa-se com a realidade social do povo, denunciando o pecado social e promovendo a justiça.

1985 até os dias atuais: 3ª fase: A Igreja volta-se para situações existenciais do povo brasileiro.

A CF é o diálogo da Igreja com o mundo moderno, com a sociedade. Os temas sociais abordados anualmente são temas que perpassam toda a sociedade brasileira. E, quando a Igreja propõe uma reflexão, ela quer que todos trabalhem por um mundo mais justo, fraterno, que a sociedade cresça e busque iniciativas de melhorias”, define o secretário de campanhas da CNBB.

Nestas mais de 50 edições da Campanha da Fraternidade, em três oportunidades ela teve abrangência ecumênica, onde cujo tema central foi debatido com outras denominações religiosas: Foram em 2000, com o tema “Dignidade e Paz”, em 2005, com o tema “Solidariedade e Paz”, e em 2010, com o tema “Economia e Vida”.

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