Por *Eduardo Gois Em Notícias Atualizada em 28 NOV 2018 - 09H02

Santuário de Nossa Senhora de Santa Cabeça atrai cada vez mais romeiros


Eduardo Gois/A12
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Uma igreja dedicada à Nossa Senhora da Santa Cabeça está levando devotos vindos de várias localidades a um lugar de muita devoção e fé. Localizada a cerca de 1,5 quilômetro de estrada, na margem direita da Rodovia Presidente Dutra, na altura do km 68, sentido Rio de Janeiro, a singela construção vem atraindo ainda mais pessoas ao chamado "circuito de turismo religioso" no Vale do Paraíba, interior de SP. Meio escondido na Rodovia dos Tropeiros, zona rural de Cachoeira Paulista (SP), está o Santuário Diocesano.

As romarias partem principalmente do sul do Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e cidades da região do Vale do Paraíba. Entretanto, é comum encontrar turistas de todo o Brasil, que aproveitam a proximidade com o Santuário Nacional de Aparecida ou a Canção Nova para também conhecer o local.

Eduardo Gois
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Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Santa Cabeça


Cercada por morros, montanhas e o canto dos pássaros, a bela paisagem abriga um verde deslumbrante, diversas chácaras, sítios e serve de caminho para pessoas que vêm em romaria, principalmente aos finais de semana.

Pertencente à Diocese de Lorena (SP), o Santuário vem recebendo cada vez mais visitas. No segundo domingo de dezembro, data em que se comemora a Festa de Nossa Senhora de Santa Cabeça, o santuário costuma receber cerca de 10 mil pessoas.

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Padre Pedro Cunha é reitor do Santuário de Nossa Senhora da Santa Cabeça


O local, que antes pertencia à Paróquia de Santo Antônio, em Cachoeira Paulista, foi oficializado como santuário no dia 26 de setembro de 2010, por decreto do então bispo emérito de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos. Ouvindo de repente, o nome pode causar estranheza. Afinal, por quais motivos Nossa Senhora poderia ser chamada de "Santa Cabeça"? Mas tudo tem uma história e uma explicação.

História

Por volta do ano de 1829, dois pescadores tiravam o sustento do Rio Tietê e recolheram em suas redes a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora. Eles guardaram a parte da imagem por um tempo, mas, não sabendo o que fazer com a peça, deram-na de presente a um negociante chamado José Corrêa, que vinha do Estado do Rio Grande do Sul com destino ao Estado do Rio de Janeiro. Ele era uma espécie de caixeiro-viajante e, ao passar pelo bairro do Paiol, pertencente à Paróquia de Silveiras (SP), ofereceu a pequena cabeça a uma senhora de nome Joana de Oliveira, que a guardou com respeito e devoção.

Depois de certo tempo, Joana mudou-se para o bairro de Jataí, pertencente à Paróquia de Cachoeira Paulista, e trouxe consigo a imagem da santa, reservando um lugar especial em sua casa.

O Reitor do Santuário, Padre Pedro de Almeida Cunha, conta que, desde então, centenas de pessoas da vizinhança vinham até a casa de Joana de Oliveira para rezar e agradecer os milagres que recebiam. A casa tornou-se logo pequena para receber a multidão, que vinha de todas as paróquias vizinhas, a fim de venerar a Imagem de Nossa Senhora.
O então vigário de Jataí, padre João Graciano de Farias, aconselhou Silvéria de Oliveira, filha de Joana de Oliveira, que ficara com a imagem, para angariar fundos e construir uma capela.


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A imagem da Cabeça foi encontrada por pescadores por volta de 1829 ou 1830  


Mais tarde, foi feita outra capela maior, que também se tornou pequena, e finalmente, em 26 de agosto de 1928, a atual Igreja foi inaugurada pelo monsenhor José Machado

Milagres chamam a atenção

Os principais milagres estão relacionados a situações que envolvem a cabeça, o pensamento, a inteligência. Milagres diversos relacionados à saúde, como tumores no cérebro, problemas de visão e audição. “Pessoas que pedem para Nossa Senhora iluminar os caminhos, livrar de maus pensamentos. Muitos também relatam milagres relacionados à depressão, síndrome do pânico, doenças psicoemocionais”, relata padre Pedro.

Anualmente, o pequeno Santuário recebe entre 80 e 100 mil pessoas e tem como principal desafio o desenvolvimento da infraestrutura. “Nosso Santuário é pequeno, simples como a casa de Nazaré e a manjedoura de Belém. É bem aconchegante, mas com o crescimento do número de fiéis a cada semana, precisamos construir uma estrutura física que seja capaz de acolher melhor os peregrinos”, conta.

Atualmente, o atendimento espiritual e pastoral dos fiéis é o foco principal. “Isso é um desafio, pois sou apenas um padre para atender, mas vamos dar o máximo nesse sentido”, detalha padre Pedro, que tomou posse no dia 31 de janeiro de 2015.

De acordo com o sacerdote, a maior expectativa é poder atender bem o povo e oferecer a todos uma acolhida bem espiritual e humanizada. “O romeiro que passa pelo Santuário pode esperar um ambiente de oração e contemplação da natureza. É um lugar santo, abençoado, cercado por colinas e muitas árvores, lá se ouve todo o tempo o canto dos pássaros.” 

Um local de acolhida

Padre Pedro conta que, normalmente, o Santuário fica aberto de segunda a sexta, das 8 às 17 horas. Sempre que chega uma caravana, é preparado um momento especial de oração e consagração à Nossa Senhora e, posteriormente, as pessoas ficam livres para fazer suas orações pessoais, seus retiros ou conhecer o santuário.

Cante o Hino de Nossa Senhora de Santa Cabeça

Reze a oração de Nossa Senhora de Santa Cabeça

Ouça a Consagração a Nossa Senhora de Santa Cabeça

.:: Saiba a diferença entre as devoções Nossa Senhora de Santa Cabeça e Nossa Senhora da Cabeça

Novena e Festa de Santa Cabeça 2018

A Novena e Festa de Santa Cabeça tem início neste dia 30 de novembro (sábado) e traz uma programação diferenciada na dinâmica do pequeno Santuário. Todos os dias, o romeiro que participar, vai poder rezar o Santo Terço a partir das 18h e, na sequência, às 19h tem a novena. Já às 19h30, tem início a Santa Missa.

A grande Festa espera receber no domingo, 9 de dezembro, cerca de 10 mil pessoas. A partir das 6h tem Alvorada Festiva, às 7h30, procissão saindo da igreja de Nossa Senhora da Piedade, no bairro do sapê, em Cachoeira Paulista, rumo ao Santuário e missas às 9h30 e 15h. Durante todo dia, barracas com comidas e bandas com música católica e sertaneja raiz.

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