Por Jornal Santuário Em Notícias Atualizada em 02 ABR 2018 - 10H07

Semana Santa: memória da Paixão, Morte e Ressureição de Cristo

Chegamos ao mês de março e já estamos inseridos no período quaresmal, iniciado na Quarta-feira de Cinzas. Trata-se do período preparatório de 40 dias para a grande semana do calendário litúrgico da Igreja: a Semana Santa, na qual faremos memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, grandes marcos do Cristianismo.

Foto: Thiago Leon
Foto: Thiago Leon
Celebração da Paixão do Senhor - Sexta-feira Santa no Santuário Nacional

Padre João Batista de Almeida, reitor do Santuário Nacional de Aparecida (SP), conta-nos mais sobre essa importante semana, que marca a celebração do Mistério Pascal: “Para nós, dentro da nossa Liturgia, digamos que a Semana Santa é o momento principal, a coluna principal daquilo que celebramos ao longo do ano: a Paixão, Morte e Ressureição de Jesus.Começa no Domingo de Ramos e vai até o Domingo da Páscoa, com um momento muito forte, que é o Tríduo Pascal – quinta-feira, sexta-feira e sábado santo.

O povo, ao longo dos anos, foi criando alguns costumes, sobretudo nos primeiros dias da Semana Santa. Na segunda, terça e quarta-feira, segundo a Liturgia Oficial da Semana Santa, não tem algo muito significativo para celebrar, mas o povo foi criando as procissões do depósito, do encontro, entre outras ações e atos de piedade. No entanto, para a Igreja, o fundamental é celebrar o Tríduo, que começa na quinta-feira com o Lava-Pés”, afirma o sacerdote. O reitor do Santuário Nacional nos diz sobre o que representa cada dia do Tríduo Pascal.

Quinta-feira Santa (Lava-pés): “É o dia da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio Cristão. Geralmente, nas dioceses, na parte da manhã desse dia, faz-se a Missa do Crisma, na qual todo o clero se reúne com o bispo para a cerimônia dos Santos Óleos, que serão usados no Batismo, na Crisma e na unção dos enfermos e dos ministros ordenados, que serão abençoados. Na quinta-feira o foco é a Eucaristia e o Lava-Pés, como sendo o gesto concreto da Eucaristia, que leva a pessoa a estar a serviço, assim como Jesus disse: ‘Se ao vosso Mestre Senhor lavei os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros’”.

Sexta-feira Santa (Paixão e Morte do Senhor): “É o dia da morte de Jesus. Um dia de silêncio e de jejum. É um dia de contrição, pois Jesus morreu. Nesse dia não se celebra a Eucaristia, não tem missa, mas há atos litúrgicos, e o principal ato é a Adoração da Santa Cruz, geralmente realizada às 15h. Nesse momento, faz-se a proclamação da Paixão e Morte de Jesus e dá-se o beijo na Cruz e depois realiza-se a procissão do Senhor Morto, que é uma maneira de lembrar que Jesus assumiu a nossa natureza por inteira. Até mesmo da morte ele participou. Ele não se isentou do morrer. Porque a morte, a partir de Jesus, é um momento de transformação de uma realidade humana em divina. A morte nos abre a porta para o Céu”.

Sábado Santo (Aleluia): “Continuando dentro desse clima de contrição, de recolhimento, nós geralmente fazemos a celebração das Dores de Maria, lembrando as dores do povo de Deus também. Nossa Senhora continua sofrendo com seus filhos e filhas que sofrem. E no sábado, à noite/madrugada, faz-se a bênção do Fogo Novo, e toda aquela cerimônia bonita, cerimônia de vida, representa a vida que brota do túmulo que está vazio, é a vida que ressurge a partir da Morte de Cristo na Cruz. Aí está o fundamento da fé. Nossa fé se fundamenta na ressurreição, na vida. Na vida que brotou da cruz, daí então acontece toda a nossa vida eclesial.

O missionário redentorista nos dá também conselhos para vivermos melhor e entrar no clima da Quaresma e da Semana Santa: “Tem algumas atividades que nos ajudam a entrar no espírito quaresmal e de preparação para a Páscoa, e são pelo menos três: Jejum, Oração e Esmola. Esses são os atos concretos de preparação para a Páscoa.

E eles vão se desdobrando em outras ações. Aqui no Brasil, por exemplo, há a Campanha da Fraternidade, que é um gesto concreto, mas há também as situações pessoais, nas quais podemos exercitar a fraternidade, no relacionamento com as outras pessoas, no autocontrole e até mesmo na intensificação de nossa vida oracional. A Quaresma é uma boa oportunidade para se fazer um retiro, as caminhadas penitenciais e estar à disposição para ser surpreendido por Deus, pois a ressurreição de Jesus foi uma grande surpresa! Os que estavam próximos de Jesus entenderam e viveram essa surpresa”, afirma padre João Batista.

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