Por João Antônio Johas Leão Em Comportamento Atualizada em 21 AGO 2020 - 11H41

A ansiedade é uma tristeza, você sabia?

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Pessoal, tudo bem? Voltamos hoje para abordar um tema que tem ganhado muita relevância nesses tempos malucos de pandemia que estamos vivendo. Muitos estudos que estão sendo realizados evidenciam o aumento dos sintomas de ansiedade e depressão, por vários fatores que estamos experimentando.

Como você tem se experimentado com relação a isso?

Para não ficar apenas em estudos abstratos, tenho que dizer que, conversando com uma amiga, ela relata realmente uma ansiedade muito grande. No bairro dela, muitas pessoas próximas estão se contaminando ainda, algumas infelizmente faleceram. Além disso, essa mesma senhora está desempregada. E são muitos que estão em uma situação similar.

Longe de mim querer dar uma resposta definitiva para o que estão vivendo. A única coisa que posso tentar fazer é buscar algumas reflexões de pessoas que acredito serem boas referências, que talvez ajudem a amenizar essa experiência interior, entendendo como ela funciona um pouco melhor.

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São Tomás de Aquino dizia que "a ansiedade é uma tristeza"

Quem me auxiliou nesse caso foi Santo Tomás de Aquino. Você sabia, por exemplo, que a ansiedade é uma espécie de tristeza? Eu não sabia. E me ajudou a pensar em uma saída, a ter uma esperança. Me acompanhe no raciocínio.

Quando estamos tristes, o que queremos é sair o mais rápido possível dessa tristeza. A fuga é o que Santo Tomás chama de "o efeito da tristeza". E quando não conseguimos enxergar nenhuma saída para a tristeza é que aparece a angústia. Olha que interessante. Agora sabemos que a angústia é uma tristeza que parece não ter saída.

Ok, mas em que me ajuda saber que a angústia é uma tristeza sem perspectiva de saída? Para mim, por causa do seguinte: Como cristão, acredito que por pior que as coisas possam estar, inclusive com a perspectiva da morte, o mal não tem a última palavra.

Celebramos há alguns dias São Maximiliano Kolbe, sacerdote que estava no campo de concentração nazista. Mesmo naquela situação, não se pode dizer propriamente que estava ansioso ou angustiado, porque não perdeu de vista a saída que lhe proporciona sua fé.

Viktor Frankl, conhecido por seu livro “Em busca de sentido”, outro prisioneiro dos nazistas, mostrou que, mesmo nessas condições adversas, somos capazes de encontrar um sentido, o que equivale a dizer que somos capazes de ver saída.

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O que você pode fazer?
Não tenho a pretensão de substituir nenhum médico ou psicólogo. Se você acha que precisa buscar uma ajuda assim, não deixe de fazê-lo. Mas, ao mesmo tempo, repita com o apóstolo São Paulo em sua carta aos Romanos: "Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8, 31)

A vida, por mais difícil que possa parecer, é ainda um dom de Deus. E, por mais escurecido que isso possa estar nas nossas vidas no momento, é fundamental que nos voltemos para àqueles que amamos e encontrar neles a força para continuar vivendo. E mais, fazendo da vida o mais belo e maravilhoso que pudermos. Porque, para os cristãos, sempre é possível uma saída para a tristeza.

Escrito por
João Antonio Johas Leão (Arquivo pessoal)
João Antônio Johas Leão

Licenciado em filosofia, mestre em direito e pedagogo em formação. Pós-graduado em antropologia cristã e entusiasta de pensar em que significa ser cristão hoje.

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