Por João Antônio Johas - Jovens de Maria Em Crescendo na Fé Atualizada em 03 ABR 2019 - 14H45

O papel de Maria e José na apresentação de Jesus no templo

Por que Maria precisava apresentar seu filho Jesus no templo? Essa é uma pergunta que surge ao lado de outras como: Por que Jesus se faz batizar? Jesus precisou ser educado ou já sabia tudo? A razão de fundo de todas essas perguntas é a seguinte: Se Jesus é Deus, aparentemente ele não teria necessidade de passar por todos esses processos humanos, temporais. É uma questão razoável, colocada até mesmo por João Batista, mas que talvez esconda um perigo de não receber a revelação de Deus como Ele mesmo a revelou.

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O perigo, se podemos chamar assim, está relacionado com a encarnação da segunda pessoa da Santíssima Trindade. Jesus, sendo Deus, se fez homem. E pode parecer uma frase conhecida, que repetimos a todo momento, mas se a levamos a sério ela nos permite entrever a verdadeira novidade, sempre atual, do cristianismo. É muito mais fácil pensar em Jesus, como se faz muitas vezes, como uma pessoa iluminada, um gênio religioso, alguém afrente do seu tempo. Dessa maneira ele fica mais fácil de ser compreendido, o escândalo em torno aos que Ele disse e fez, diminuem consideravelmente. Isso porque ele passa a ser somente um homem e não Deus-homem.

Realmente Deus não precisa ser batizado. Deus não precisa ser purificado e muito menos precisa ser educado. Mas em Jesus acontece algo novo, que nossa razão não consegue entender completamente e que pode escandalizar a muitos. Deus se inclina para sua criatura, vem até ela e se faz carne, vive no meio da criação. E o faz por amor. Aqui está outra palavra que não podemos tentar entender desde o nosso ponto de vista. Para nós o amor está nas novelas, nos romances. Quem vai um pouco além disso, enxerga o amor em certa bondade, generosidade. Mas desde o ponto de vista de Deus (Que conhecemos pela sua revelação), o amor é pessoal e compromete a todo o ser. É colocar-se totalmente disponível ao outro. É comprometer o próprio destino para que o destino do outro se realize. E é isso que Deus faz quando vem ao mundo.

Nesse compromisso até o extremo, Jesus, por esse tipo de amor de verdade, quis fazer parte de uma família, quis ser educado por seus pais em ambiente cultural e religioso muito concreto. Todos aqueles pensamentos que fazem de Jesus um ser desencarnado da realidade, não fazem justiça ao amor que Deus quis manifestar através dele ao homem. Jesus está tão comprometido conosco, com a nossa miséria, que se permite ser crucificado por nós, para a nossa salvação.

Então Jesus cresceu sendo educado por seus pais, sendo educado na fé do povo no qual fazia parte. E tudo isso não foi meramente simbólico, foi como se expressou o amor de Deus por nós até o extremo. Mas tudo isso é impossível para a simples razão apreender. É preciso que nos abramos a Revelação do próprio Deus para que experimentemos em nossas vidas a realidade dessa novidade radical da vida cristã. Jesus que sendo verdadeiramente homem é também verdadeiro Deus.

Escrito por
Irmão João Antônio Johas (Redação A12.com)
João Antônio Johas - Jovens de Maria

Licenciando em Filosofia pela Universidade Católica de Petrópolis, Pós-graduando em Antropologia Cristã pela Universidade Católica San Pablo em Arequipa, Peru.

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