Por Everton Lucas Em Crescendo na Fé Atualizada em 26 SET 2017 - 13H48

Como lidar com um pai chato?

Quem nunca teve problema com o pai ou a mãe, não sabe direito o que é ser adolescente. Isso eu posso falar com certa propriedade, porque tenho experiência no assunto e, pelo que vemos por aí, parece que o negócio é generalizado. Aquela coisa de “Ah meus pais não me entendem!”, “Ah minha mãe tira minha paciência!”, “Ah meu pai faz eu passar vergonha!”, é muito comum em uma determinada fase de nossas vidas. E realmente chega um tempo em que parece que nós vivemos em mundos diferentes dos nossos familiares. Mas como a gente deve agir nessas horas? Dá vontade de fugir de casa dá, não é? Vamos refletir um pouco sobre isso hoje?

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Os pais da gente têm a mania de justificar tudo o que fazem por nós dizendo que só pensam no nosso bem. Não há dúvidas de que nossa família pense sempre no melhor para nós. Apesar de eu não ser lá esse modelo de maturidade, eu hoje consigo enxergar isso. Quando tinha meus 15 anos, tudo me irritava nos meus pais. O jeito que eles me tratavam, as tarefas que eles me davam dentro de casa e inclusive a intromissão em minhas amizades, me deixava chateado. Tudo sempre era justificado pelo desejo de que eu fosse uma pessoa boa e nunca me metesse em alguma roubada. O certo é que um pai dizer isto para seu “aborrecente” é garantia de não ser compreendido. Claro! Nessa idade, geralmente, a gente pensa que já é crescidinho o bastante para saber onde põe os pés, afinal não somos mais crianças.

E olha, vou te contar... esse negócio de sair da infância e partir pra vida adulta é tão complicado! Entre esse salto da criança para o adulto existe uma espécie de lacuna no tempo, que é chamada de adolescência, e é onde a gente fica numa dúvida danada entre o desejo da independência e o medo de encarar a vida. Pois é, nos achamos superiores por vermos nossas mudanças físicas e acreditamos que as mudanças mentais acontecem na mesma velocidade. Mas basta a gente ver uma situação mais complicada que corremos feito menininhos pra barra da saia da nossa mãe. É uma crise! Ser adulto ou ter a garantia da proteção da mamãe e do papai?

Nesse tempo, esta relação que foi construída tão forte na infância se desgasta. Afinal, agora não somos mais o príncipe da mãe e nem queremos mais ser a princesa do pai. Ao mesmo tempo, somos inteiramente dependentes deles porque, enfim, não sabemos ainda caminhar com nossas próprias pernas. Eu não quero de jeito nenhum fazer aqui um discurso como uma pessoa de 40 anos. Mas no auge dos meus 23, hoje consigo enxergar que toda chateação que tive com meus pais na minha adolescência valeu a pena. Porque sabe aquela coisa de “um dia você vai entender”? Pois é, eu já consigo enxergar isso. Nada que um pai faça ao filho, ele o faz para prejudicá-lo. A gente é que não entende direito.

Eu me recordo muito bem que minha mãe, às vezes, chamava todo mundo lá de casa para rezar o terço juntos. Você não imagina o quanto eu ficava chateado com aquilo, porque achava o terço uma oração extremamente cansativa. Hoje minha devoção por Nossa Senhora se deve a este ato que fazíamos juntos lá em casa, mesmo sem eu ter vontade. Tudo na vida tem um porquê.

Posso até estar parecendo um velho falando isso tudo, mas garanto a você que está lendo esse texto agora, que ainda hoje eu tenho minhas chateações com meus pais. Eles ainda querem me controlar, saber onde eu estou, com quem estou, a diferença é que hoje eu sei que isso é bom. É bom porque tenho a certeza que há alguém que se preocupa comigo, me dando sempre a confiança de que eu tenho um porto seguro. E é isto que nossa família deve representar para nós, esta segurança de termos uma mão que vai estar permanentemente conosco. E não se engane! Os pais nunca vão deixar de ser chatos! E essa "chatice" é a melhor forma de transmitir o amor deles por nós!


Escrito por
Everton Lucas (Fotos Everton Lucas)
Everton Lucas

Apresentador e estudante de comunicação.

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