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Me divorciei. Um padre pode se recusar a batizar meu filho?

Escrito por Rádio Aparecida

02 DEZ 2022 - 07H00

Wirestock Creators/Shutterstock

Pedir o batismo é uma obrigação que os pais devem cumprir, apresentando a solicitação ao pároco já antes do nascimento do bebê e preparando-se adequadamente.

Mas para batizar licitamente uma criança, é necessário que haja fundamentada esperança de que a criança venha a ser educada na religião católica; se tal esperança absolutamente não existir, o batismo deve ser adiado de acordo com as prescrições do direito particular, explicando-se aos pais a razão.

A dúvida da ouvinte Irene Alves, de Pato Branco (PR), procura entender uma situação de sua realidade:

Me divorciei do meu marido recentemente. Um religioso pode recusar-se a batizar o meu filho por isso?

Padre Carlinhos afirma que “todas as pessoas que procuram a Igreja pedindo o batismo para si ou para seus filhos devem ser acolhidas com amor e orientadas com a maior clareza possível”.

Há dois casos que podem justificar o “não”, porque o sacramento do Batismo não se nega, mas a protelação de um pedido de batismo até que tudo seja esclarecido e resolvido:

a) Se a pessoa solicitante já tiver sido validamente batizada; por exemplo, em uma das outras igrejas cujo batismo é considerado válido pela Igreja Católica, em caso de dúvida, que persista mesmo após cuidadosa investigação, o batismo seja conferido “sob condição”,

b) Se não houver expectativa razoável quanto à formação cristã católica do batizando (no caso do batismo de crianças). Em relação às condições exigidas para o batismo de crianças.

Leia MaisCrianças mais velhas podem ser batizadas?É certo batizar um bebê que não conhece o Cristianismo?Padrinhos de batismo precisam ser casados na Igreja? O que acontece com uma pessoa que morre sem ser batizada?A razoabilidade que sempre caracteriza a regra, porém, nunca deve ser separada da decisão a tomar, levando-se em conta o direito da criança a ser batizada e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de quem deveria ou poderia assumir a tarefa da sua educação.

O adiamento do batismo deve ser um último recurso, nos casos em que não há outra solução.

“A importância de um diálogo sincero e franco com o pároco, que certamente irá encontrar meios para tirar dúvidas nas dificuldades e transformar esse momento em um momento propício da graça, que não deve ser desperdiçado de forma nenhuma, pois, a partir desse diálogo, pode ser uma ocasião para iniciar um processo de catequese, de redescoberta da fé e de revisão da própria vida”.

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