Por Beatriz Nery Em Notícias Atualizada em 28 AGO 2018 - 14H56

Por que o brasileiro está deixando de se vacinar?

Especialista em imunização explica


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Leia MaisO pediatra Carlos Renato Yatuhara fala sobre vacinação e responde algumas dúvidas!Infectologista tira dúvidas sobre a primeira vacina contra dengueSarampo, difteria e poliomielite tinham baixa circulação ou foram eliminadas no Brasil há anos. Porém, com as vacinas cada vez menos procuradas pela população, o perigo iminente de surtos das doenças pode ocorrer. De acordo com o Ministério da Saúde, as baixas coberturas vacinais, principalmente entre crianças, acendem o alerta no país.

A campanha contra pólio e sarampo acontece no país desde o começo de agosto, e vai até dia 31. Até dia 24, dados afirmavam que 62% das crianças entre 1 ano e menores de 5 anos haviam sido vacinadas. Faltavam cerca de 4,1 milhões.

A especialista em imunizações, Dra. Maria Del Pilar Rubio, explica como funciona a volta dessas doenças. “Quando temos esses casos de novo, aparecem vários problemas. O primeiro é o surto, em que várias pessoas podem ter a doença; segundo, as complicações e o terceiro, que é o problema mais grave, a mortalidade”.

A poliomielite tem forte risco de ressurgimento, já que a cobertura vacinal não atingiu o objetivo em alguns estados, como Rio de Janeiro e Roraima. Dra. Pilar salientou que o risco de surto é grande. “É uma doença que não existe no Brasil há mais de 30 anos. Porém, o risco é que, caso a doença volte, as pessoas fiquem com sequelas”.

Ouça a análise da especialista sobre como as autoridades devem lidar coma a baixa adesão das campanhas de vacinação e o que os pais devem fazer para imunizar seus filhos:

Conheça as doenças:

Sarampo

Os sintomas iniciais são febre, tosse persistente, irritação ocular, coriza, congestão nasal e mal estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte. A única forma de prevenção é a vacinação. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos.

Difteria

A difteria é uma doença bacteriana aguda cujas lesões são membranas branco-acinzentadas circundadas por processo inflamatório que invadem as amígdalas, laringe e nariz. A doença compromete o estado geral do paciente, que apresenta febre, cansaço e palidez. A única maneira efetiva de prevenir a difteria é a vacinação, pois a doença em geral não confere imunidade permanente, o que faz com que o doente deva continuar seu esquema de vacinação após a alta hospitalar. O esquema básico de vacinação na infância é feito com três doses da vacina contra DTP e Hib, aos dois, quatro e seis meses de vida. O primeiro reforço é feito com a DTP, aos 15 meses, e o outro entre quatro e seis anos de idade.

Poliomielite

Doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, denominado Poliovírus. A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas, parecidos com doenças virais ou semelhantes às infecções respiratórias ou gastrintestinais. Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

A doença deve ser evitada tanto através da vacinação quanto através de medidas preventivas contra doenças transmitidas por contaminação fecal de água e alimentos. No Brasil, a vacina é dada rotineiramente nos postos da rede municipal de saúde e também durante as campanhas nacionais de vacinação. A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos dois, quatro e seis meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre quatro e seis anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas.

Fonte: Fiocruz

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