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18ª Romaria do Terço dos Homens

Espiritualidade

Com o seu nascimento, Cristo nos faz participantes da natureza divina

Maurício Ribeiro, coordenador dos coroinhas e acólitos do Santuário Nacional (Arquivo pessoal)

Escrito por Maurício Ribeiro

24 DEZ 2025 - 07H00

Reprodução/Adobe Stock:Framestock

Quando um tranquilo silêncio envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio do seu curso, a vossa palavra onipotente, Senhor, desceu do céu, do vosso trono real (Cf. Sb 18,14-15), e assim nos foi dado o maior presente de Natal: nos tornar participantes da natureza divina.

Cristo é a verdadeira paz!

A celebração do Natal é para nós a chegada da verdadeira paz, e ela é verdadeira porque veio do alto, trazida a nós pelo filho de Deus.

Muitas vezes, cansados e fadigados, buscamos a paz na solidão, no fechamento de nós mesmos, no silêncio das nossas tristezas. Quantas vezes tentamos buscar a paz entre as paredes do nosso quarto, nos fechando em nossos sentimentos melancólicos? Irmãos e irmãs, nunca encontraremos a verdadeira paz nos fechando ou depositando nossa confiança nas coisas aqui de baixo. A verdadeira paz nos vem quando abrimos nosso coração a Deus e ao seu filho, Jesus, o Príncipe da paz.

Caro irmão, cara irmã, se vês o teu íntimo fechado, se os teus sentimentos melancólicos te aprisionam no quarto da solidão, se vês esgotadas as tentativas de buscar a paz, esta é a sua noite. Alegra-te, porque hoje, para você, desceu do céu a verdadeira paz: Jesus Cristo, o Emanuel.

Mesmo com as portas fechadas, Jesus entra no mundo

Ao subir a cidade de Nazaré, completaram-se os dias para o parto, Maria e José batiam de porta em porta, procurando um lugar para que Jesus pudesse nascer, porém, não havia nenhum lugar para eles. Naquela noite fria em Belém, as hospedarias, as casas, os albergues estavam de portas fechadas para Jesus, mas isso não o impediu de nascer. Mesmo com as portas fechadas, Jesus entra no mundo, e ao entrar, abre para toda a humanidade a porta da salvação, a fim de restituir a integridade do universo.

Também ao nascer, Ele abriu a porta do seu coração a fim de acolher todo aquele que ainda vive na “noite fria” da falta de amor e da falta de esperança.

A realeza de Deus está na simplicidade

Na época do Natal, muitos de nós se atentam aos sinais que a sociedade nos mostra: a compra de presentes, os enfeites de casa, as comidas da ceia. Infelizmente, muitos de nós somos anestesiados pelo consumismo nessa época do ano. O mundo nos mostra sinais que nos levam ao ter, mas Deus, ao contrário, nos mostra o sinal que devemos conhecer: um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura. Este é o sinal de Deus para o mundo!

Naquele tempo, todos pensavam que o Messias deveria vir glorioso, com vestes de Rei, nascer num palácio, conviver somente com as pessoas importantes, etc. Mas a lógica de Deus inverte a lógica do mundo e dos nossos pensamentos. A realeza Dele está na simplicidade, pois o seu Filho não nasceu num palácio e sim numa gruta; não está vestido com as insígnias de rei, mas está envolvido em faixas; não está num berço adornado e sim num coxo de animais. O Todo-poderoso não está cercado pelos poderosos do mundo, mas sim por simples pastores.

E aqui está mais uma vez a surpresa de Deus: mal sabiam aqueles pastores que aquele menino deitado sobre o coxo onde era colocado comida para os animais, ia se fazer alimento para nutrir a humanidade.

Natal: ir ao encontro da luz que é Jesus

Hoje, cumpre-se para nós a profecia de Isaías: o povo que andava nas trevas, viu uma grande luz. Essa luz é Jesus, Ele veio para iluminar o mundo que estava nas trevas.

Mas o drama, querido irmão, querida irmã, é que corremos o risco de amar mais as trevas do que a luz. Às vezes nos parece bom viver nas trevas das paixões desordenadas, dos vícios, do espírito mundano, da soberba, da indiferença, esquecendo-nos da necessidade da salvação e da radicalidade do Evangelho.

Mas com o nascimento do Salvador, tudo muda. Ele se fez carne, para nos tornar «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4). Ele é a luz que dissipa as trevas do pecado e da ignorância, e por meio do batismo e da , permite que cada fiel se torne “filhos da luz” (catecismo da igreja católica).

Que nesta noite, possamos pedir ao Deus de infinita bondade, que pela encarnação do seu Filho, dissipou as trevas do mundo e, com seu glorioso nascimento, inundou de luz esta noite santa, a graça de expulsar dos nossos corações as trevas dos vícios, do espírito mundano, da soberba, da indiferença e nos ilumine com a luz das virtudes da , da esperança, da caridade, da humildade, da misericórdia. E assim, nos tornemos “filhos da luz” e participantes da sua glória no céu.

+São Nicolau: o verdadeiro sentido do Natal cristão

Escrito por:
Maurício Ribeiro, coordenador dos coroinhas e acólitos do Santuário Nacional (Arquivo pessoal)
Maurício Ribeiro

Maurício José Ribeiro Campos Felizardo é Professor de Matemática licenciado pela UNESP e é atualmente o coordenador dos Cerimoniários e Coroinhas do Santuário Nacional.

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