O sacramento da Confissão ou da Reconciliação é um dos canais ordinários pelos quais Deus quer nos comunicar a sua graça.
É um sacramento, ou seja, uma ação eficaz de Deus, e que, neste caso, se conecta diretamente com o Batismo (pois o Batismo nos obtém o perdão de todos os pecados) e com a Eucaristia, por purificar nossos corações para participar da Comunhão com o Corpo e o Sangue de Cristo.
A forma atual da celebração da confissão passou por toda uma evolução, na qual a Igreja foi amadurecendo, guiada pelo Espírito Santo, naquilo que foi revelado pelo Senhor Jesus aos seus Apóstolos.
Com efeito, Jesus disse a eles: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,23). Com este mandato, Jesus confia à Igreja a continuação da sua missão na terra, que foi de libertar o povo dos seus pecados (Cf. Mt 1,21; Jo 1,29).
No coração do anúncio evangelizador da Igreja se encontra o chamado à conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). Esta conversão, na vida pessoal de cada cristão, embora possa ter momentos mais intensos, é um caminho que se estende durante toda vida, uma luta constante contra o pecado.
Diante das quedas, dos retrocessos, da nossa mediocridade, Deus não nos abandona, mas nos oferece seu perdão e misericórdia no Sacramento da Reconciliação, para retomarmos com mais ardor o caminho, porque sabemos que nosso sustento não se encontra nas nossas próprias forças, mas na sua misericórdia.

Recordo que uma vez uma amiga me perguntou sobre a necessidade de confessar-se com um sacerdote. Por que não confessar-se diretamente com Deus? A verdade é que podemos sempre pedir perdão a Deus por nossos pecados.
A Igreja nos ensina que sempre que realizamos atos perfeitos de contrição, obtemos de Deus o perdão dos pecados*. Porém, o que acrescenta propriamente o sacramento da Confissão, cujo ministro na Igreja, por determinação divina, é o sacerdote ordenado?
Parte da resposta já está implícita na formulação da pergunta. No sacramento, independentemente da santidade do ministro, temos a certeza da ação eficaz de Deus, que nos perdoa os pecados. Há, porém, outra razão: os nossos pecados não são somente um assunto entre cada um de nós, individualmente, e Deus.
Por causa da Comunhão dos Santos, da unidade que existe entre todos os cristãos, cada um dos nossos pecados, por mais escondido que seja, afeta todos os demais, enfraquece a comunhão, debilita os demais membros do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja.
Por isso é importante pedir perdão a um ministro autorizado de todo esse Corpo, que é, por instituição divina, o sacerdote ordenado.
Neste vídeo do A12, o Padre Camilo Júnior, C.Ss.R., também explica o motivo para confessarmos com o sacerdote
Peçamos a Deus Pai, Filho e Espírito Santo que fortaleça a nossa Fé, para acreditar na Igreja, santa e pecadora, que carrega um tesouro em vasos de barro. Que essa Fé nos alente à confissão frequente. Como dizia São João, quem diz que está livre de pecado, mente (Cf. 1Jo 1,8). Lembremos também o que dizia São Paulo sobre a importância de receber o Corpo de Cristo devidamente preparado (Cf. 1Cor 11,27).
Que a consciência da própria fragilidade e o desejo de receber Cristo em nossos corações nos levem, cada dia mais, a valorizar o Sacramento da Reconciliação em nossa caminhada de vida cristã!
*Vale a pena acrescentar que, no que se refere ao ato de contrição perfeita, é impossível ter plena certeza de tê-lo realizado. Nesse sentido, sempre que possível, o melhor é buscar o perdão sacramental, no qual Deus, por meio do seu ministro, perdoa os nossos pecados com toda certeza.
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