Espiritualidade

São Padre Pio, “perfeito seguidor de Cristo Crucificado”

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Escrito por Giovana Marques - Editado por Giovana Marques

22 SET 2025 - 15H50 (Atualizada em 22 SET 2026 - 13H52)

Vatican News

Cada santo da Igreja se destaca por algumas características particulares. Embora todos tenham vivido de maneira exemplar a caridade cristã, há aspectos singulares na vocação dada por Deus a cada um, os quais podemos nos inspirar.

São Padre Pio de Pietrelcina, o franciscano conhecido por suas experiências místicas com Cristo Crucificado e por sua profunda entrega na missão sacerdotal, mostra-nos uma vida imersa nas realidades sobrenaturais.

Ele nasceu no dia 25 de maio de 1887 e foi batizado com o nome de Francesco Forgione. Com apenas 16 anos, em janeiro de 1903, entrou para o noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, quando passou a ser chamado de Frei Pio.

Em 10 de agosto de 1910, Frei Pio foi ordenado sacerdote. Ele viveu em plenitude sua vocação de contribuir para a salvação das almas através da direção espiritual, do sacramento da confissão e das celebrações de Missas.

Conheça 3 fatos significativos da vida santa de Padre Pio:

Espírito de Sacrifício

Você já ouviu falar nos seus estigmas? No cristianismo, alguns santos receberam nos seus corpos as chagas de Jesus Crucificado, como sinais invisíveis ou visíveis.

Padre Pio foi um deles. Estes sinais foram constatados a partir de setembro de 1918, permanecendo por cinquenta anos, até a sua morte em 23 de setembro de 1968.

+ Os Estigmas de São Francisco e nossa relação com a dor

Este foi um dos sofrimentos que suportou com serenidade, além de outros oferecidos pela salvação das almas e das mortificações para alcançar a virtude da temperança. “Era um homem de oração e sofrimento”.

Em 3 de maio de 1999, em um discurso em agradecimento pela beatificação de Padre Pio, o Papa João Paulo II, afirmou:

"Inteiramente recolhido em Deus, levando sempre no seu corpo a paixão de Jesus, ele foi pão partido para os homens famintos do perdão de Deus Pai. Os seus estigmas, como os de Francisco de Assis, eram obra e sinal da misericórdia divina, que, mediante a Cruz de Cristo, remiu o mundo." (PAPA JOÃO PAULO II, 3 de maio de 1999)

Amor abrasado por Deus e pelo próximo

São Padre Pio preocupou-se com a salvação das almas, mas também em aliviar os sofrimentos e misérias do povo ao fundar a “Casa Alívio do Sofrimento”, inaugurada em maio de 1956 e que se tornou um Hospital em San Giovanni Rotondo, na Itália.

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No entanto, a Igreja considerou como expressão máxima da sua caridade o acolhimento que prestou a inúmeras pessoas que buscavam pelo seu atendimento no confessionário.

“Procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial.” (Vatica.va)

Espírito de Obediência

O franciscano era consciente da missão, como padre pertencente a uma ordem. Observou generosamente os votos que professou, sendo obediente em tudo aos seus superiores.

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“A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento.” (Vatica.va)

Em vista desse compromisso, viveu devotadamente o espírito de pobreza, desapego e castidade, assim como propõe a Congregação de São Francisco de Assis.

add_box Como Padre Pio viveu os estigmas?

Fonte: Vatican.va

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