No Angelus deste terceiro domingo da Quaresma, 8 de março, o Papa Leão XVI dirigiu aos fiéis na Praça São Pedro a mensagem de que “Jesus é a resposta de Deus à nossa sede”. A reflexão partiu do Evangelho de João sobre o diálogo do Senhor com a mulher samaritana.
Segundo o Pontífice, ainda hoje, muitas pessoas, em todo o mundo, procuram esta fonte espiritual, única capaz de saciar a sede da alma. Jesus ainda é desconhecido de tantos e, por vezes, até de nós mesmos que já o encontramos em algum momento.
Sobre essa “fonte de água viva” que narra o Evangelho, acrescentou: “Às vezes – escrevia a jovem Etty Hillesum no seu diário – consigo alcançá-la, mas frequentemente ela está coberta por pedras e areia: Deus está, então, sepultado. É preciso, por isso, voltar a desenterrá-lo".
Na sequência, o Papa exortou todos a aproveitarem o Tempo da Quaresma para dedicar a “libertar o coração” e, para isso, convidou-nos a “intensificar o caminho” nesta terceira semana quaresmal.
Ainda sobre o Evangelho, o Pontífice destacou a surpresa dos discípulos ao verem Jesus conversando com uma mulher samaritana. Para eles, aquela atitude era inesperada, e isso revela como ainda tinham dificuldade de compreender plenamente a missão do Mestre.
Assim, Jesus os provoca a ampliar o olhar ao dizer: “Não dizeis vós: ‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão dourados para a ceifa”. Com essas palavras, disse o Papa, Cristo convida-nos a “reconhecer as surpresas de Deus”.
O Santo Padre destacou ainda a atitude de Jesus diante da samaritana. De acordo com os costumes da época, Ele poderia simplesmente ignorá-la. No entanto, faz o contrário: aproxima-se, conversa, escuta e lhe dá atenção, sem segundas intenções ou desprezo.
“Quantas pessoas procuram na Igreja esta mesma delicadeza, esta disponibilidade! E como é belo quando perdemos a noção do tempo para dar atenção àqueles que encontramos, tal como são. Jesus chegava a esquecer-se de comer, de tal modo o alimentava a vontade de Deus chegar a todos em profundidade”.
Por fim, o Pontífice fez um convite à oração: que, pela intercessão de Maria, Mãe da Igreja, os cristãos aprendam a servir a humanidade que tem sede de verdade e de justiça, seguindo o exemplo de Jesus.
O Papa também alertou que este não é tempo de divisões ou confrontos entre “nós” e os “outros”, nem entre diferentes templos ou grupos. Ao contrário, Deus procura adoradores que sejam homens e mulheres de paz, capazes de adorá-Lo em espírito e em verdade.
Após a oração do Angelus, o Santo Padre demonstrou sua preocupação com as notícias de ódio e medo que se sucedem nestes dias, do Irã e de todo o Oriente Médio.
“O fragor das bombas cessem e se abram espaços de diálogo dos quais se possam ouvir a voz dos povos, confio essa súplica à Maria, Rainha da Paz, interceda por aqueles que sofrem por causa da guerra”.
O Papa ainda manifestou o compromisso dos cristãos, neste dia da mulher, pelo reconhecimento da dignidade feminina.
“Infelizmente, muitas mulheres desde a infância são ainda hoje discriminadas e sofrem várias formas de violência. A elas, em especial, vai a minha solidariedade e minha oração”.
add_box Domingo com o Senhor: a água que sacia a sede do coração
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