No próximo dia 20 de maio de 2025, a Igreja celebra os 1700 anos da abertura do Primeiro Concílio Ecumênico de Niceia, realizado em 325.
Este marco histórico, convocado pelo imperador Constantino na Ásia Menor, não foi apenas um encontro de bispos para resolver disputas doutrinais da época, mas o início de um processo que consolidou aquilo que hoje conhecemos como o Credo Niceno-Constantinopolitano, ou simplesmente Credo Niceno.
Neste espírito, iniciamos a série sobre este Credo para que possamos compreender frase a frase daquilo que rezamos.
Para começar, nos atentemos à frase inicial da profissão de fé:
“Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis”

Com essas palavras, iniciamos o Credo Niceno-Constantinopolitano. Elas não são apenas uma afirmação teórica, mas a confissão viva de uma relação: a fé em Deus como Pai, Todo-Poderoso, Criador de tudo o que existe.
O Catecismo da Igreja Católica, ao comentar essa parte do Credo, afirma:
“Ao designar Deus com o nome de «Pai», a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos: que Deus é a origem primeira de tudo e a autoridade transcendente, e, ao mesmo tempo, que é bondade e solicitude amorosa para com todos os seus filhos[...]” (CIC 239).
Deus é “Pai”, mas também “Todo-Poderoso” não como um dominador, mas como aquele cujo poder se manifesta no amor, na criação e na misericórdia. Ele criou o céu e a terra, tudo o que é visível, o mundo material e também o que é invisível, os anjos, as realidades espirituais, as leis que sustentam a ordem do universo.
Essa afirmação do Credo remete ao início da Bíblia:
“No princípio, Deus criou o céu e a terra” (Gn 1,1). E revela que nossa fé está enraizada na certeza de que o universo não é fruto do acaso, mas obra de um Deus que ama e sustenta tudo o que criou.
No contexto do Concílio de Niceia, essa afirmação era importante para desmentir certas coisas que negavam a divindade plena do Filho ou que colocavam o mundo como criação de um deus menor ou inferior.
Proclamar que Deus, Pai Todo-Poderoso, é o único Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, era — e permanece — como afirmação da unidade da fé cristã em um Deus que é Uno e Trino.
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Fonte: Vatican News
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