Por Redação A12 Em Igreja Atualizada em 18 MAI 2018 - 12H45

Celam cria rede de proteção e defesa da vida


O Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) cria a Rede Pan-americana para o Direito à Vida. A notícia foi divulgada pelo Departamento Vida, Família e Juventude do organismo eclesial latino-americano numa declaração publicada no dia 10 deste mês. 

O documento é inspirado na recente Carta da Congregação para a Doutrina da Fé “Placuit Deo”, que denuncia uma cultura contemporânea baseada no individualismo neo-pelagiano e no neo-gnosticismo que despreza o corpo, a natureza e a história.

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“Notamos com crescente preocupação em nosso continente a afirmação de uma agenda de minorias ideológicas, com apoio de centros de poder econômico e político, cujo conjunto fratura a pessoa humana, sobretudo as mais jovens, afetando todas as suas dimensões relacionais, ferindo culturas e suas tradições religiosas, políticas e jurídicas.”

Vemos “profundas mudanças no estado de direito, nas políticas públicas, na segurança jurídica, na normalização de condutas e normas legais contrárias à vida, à família, à liberdade e à objeção de consciência”.

Leia Mais Como enxergar a vontade de Deus na minha vida?Conhecendo os Evangelhos: Tua fé te curou 10 minutos de prosa com Padre Antonio MariaSegundo o Departamento a Igreja latino-americana e caribenha, em sua responsabilidade pastoral pelo bem fundamental da vida "não pode permanecer alheia e insensível a essa dura realidade". 

A nova Rede Pan-americana para o Direito à Vida tem como objetivo despertar o interesse por essas questões, em relação às quais muitos católicos são “silenciosos ou silenciados”, com a tarefa urgente de uma “mudança cultural” a ser alcançada através de “um guia responsável, dialogal e ativo, capaz de articular os próprios pensamentos”.

A organização terá uma agenda comum e vai traçar estratégias, linhas de reflexão, ação e gestão de emergências.

“A rede é um lugar de encontro reflexivo e operacional em torno do direito à vida, desde o momento da concepção até seu fim natural.”

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Dentre as atividades, pensa-se em momentos de formação específicos para sacerdotes e leigos, sinais concretos de acolhimento e acompanhamento de mulheres grávidas, em dificuldade, ou que fizeram aborto, assim como às famílias, menores e idosos. Evidencia-se também a importância dos meios de comunicação. Tudo isso, com o objetivo de “colocar na rede, articular e reforçar grupos e experiências na Igreja e fora dela”.


Fonte: Vatican News.

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