Daniel é um jovem judeu que vive entre os deportados para a Babilônia, onde alcança posição notável na corte de Nabucodonosor, interpreta sonhos dele e também três palavras misteriosas que apareceram na parede durante um banquete oferecido pelo rei Baltazar.
Surge um terceiro rei, Dario, que tinha grande estima por ele, a ponto de provocar inveja entre os grandes da corte. Estes prepararam um decreto que punia com pena de morte quem orasse a algum deus que não fosse o próprio rei. Dario assinou o decreto e Daniel sofreu o castigo de ser lançado na cova dos leões. Na hora de se cumprir a sentença, o rei disse:
“Daniel, aquele Deus a quem tu serves com perseverança, é ele que te salvará” (capítulo 12, 2).
No dia seguinte, o rei ficou feliz por reencontrar o profeta ileso. Nas pinturas das catacumbas, Daniel entre os leões expressava a fé na ressurreição dos mortos. E, no capítulo 12,2, o profeta anuncia:
“Muitos daqueles que dormem no pó da terra despertarão: uns para a vida eterna e outros para a infâmia eterna”.
Será a primeira afirmação clara da ressurreição dos mortos no Livro Sagrado e a primeira vez que ele falou em “vida eterna”.
Que o Deus de Israel protege seu povo dos perigos enquanto for fiel a Ele, é o que o livro afirma também no capítulo 3, ao narrar o milagre dos três jovens lançados na fornalha por se recusarem a adorar a estátua de Nabucodonosor. No meio das chamas, eles cantavam: “Bendito sejais, Senhor, Deus de nossos pais, digno de louvor e de glória eternamente” (3,52).
O capítulo 7 nos fala de quatro reinos, simbolizados por quatro feras, que se sucedem no domínio do mundo. Segue-se a visão do Filho do Homem, vindo com as nuvens do céu, ao qual foram dados o poder, a glória e o reino.
Todos os impérios terrestres desmoronam, dando lugar a um Reino novo e eterno, porque é divino. Jesus realizou essa profecia, conforme afirmou em Mt 26,64. A frase “Seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14) foi escolhida como lema do Mês da Bíblia de 2026.
O livro de Daniel foi escrito numa época de grande provação para o povo de Deus, que, pela primeira vez na história, sofria uma perseguição religiosa, sendo impedido de viver e expressar sua fé. Foi a grande perseguição ordenada pelo rei Antíoco IV entre os anos 167 e 164 a.C.
O autor se serve de relatos antigos para confirmar seus contemporâneos na esperança, assegurando-lhes que seu Deus, assim como salvou o povo em difíceis momentos do passado, o salvará no presente e no futuro, porque o Senhor é um Deus fiel.
LEIA TAMBÉM: Mês da Bíblia: conheça o Livro de Daniel e sua mensagem
O que você aprende com o A12?
O A12 completa 16 anos como referência na evangelização digital na Casa da Mãe. Conheça experiências e aprendizados de quem acompanha o portal no dia a dia.
Há um ano, Carlo Acutis e Frassati eram canonizados
Em 7 de setembro de 2025, fiéis do mundo todo pararam para acompanhar a canonização de dois jovens: Carlo Acutis e Frassati. Relembre com o Portal A12!
Papa Leão XIV destaca duas maneiras de viver o amor mútuo
Papa rezou o Angelus na Praça São Pedro e, ao final, fez apelo pela paz no mundo, destacando a triste situação da Ucrânia.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.