Por Polyana Gonzaga Em Igreja Atualizada em 18 OUT 2019 - 10H13

Dom Mario chama a atenção para uma 'conversão ecológica'

Na Sala de Imprensa da Santa Sé, nesta sexta-feira (18), atenderam a imprensa Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima; Dom Rino Fisichella, Arcebispo Titular de Voghenza, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização (Cidade do Vaticano); a Irmã Daniela Adriana Cannavina, S.M.R., das Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto, Secretária Geral da CLAR (Colômbia) e Maurício Lopez, secretário executivo da Repam.

Diego Rosa
Diego Rosa

Conversão ecológica

Dom Mário chamou a atenção para um dos pontos que ganhou destaque nos trabalhos em grupos da Assembleia Especial do Sínodo para a Pan- Amazônia: a conversão ecológica. "É uma meta que exige de nós a conversão ecológica, uma mudança positiva. À luz dessas discussões, veio à tona, nos grupos menores, a questão da conversão ecológica".

Nessa linha da questão ecológica, Dom Mario falou que a formação da consciência vai dizer que tudo aquilo que corresponde ao uso necessário, responsável e sensato dos bens criados não é pecaminoso, é virtuoso.

“Mas tudo aquilo que se assemelha ou leva à ganância e lucro exorbitante, desmedido, individual tem, não só cheiro, mas tem o DNA do pecado, do mal, da injustiça. Este é o ponto chave para essa dinâmica dos pecados ecológicos não fique simplesmente em um catálogo de pecados, mas nos convide a uma conversão ecológica, proposta da 'Laudato Sì' para toda a nossa vida”.

Outros pontos foram destacados por Dom Mario:

Migração em Roraima

Dom Mário apresentou aos jornalistas a realidade migratória da Diocese de Roraima e afirmou que o Papa Francisco tem ajudado nessa questão, convidando claramente, seja como Igreja e sociedade a acolher e integrar:

“Enfrentamos um contexto migratório Brasil-Venezuela que são desafiadores. Reconhecemos o direito de imigrar, mas também identificam uma crise humanitária e a migração forçada que causa danos na vida humana”.

Importância do processo de escuta

O bispo brasileiro destacou o processo de escuta que aconteceu durante os últimos dois anos nos nove países que compõem a Pan-Amazônia.

“Tanto aquele processo realizado em nossas nações, como o que estamos realizando aqui, com o Papa Francisco e os padres sinodais é uma ocasião para entrar em contato com a vida, na floresta, da água, dos animais, dos minerais e mais prioritariamente com a vida das comunidades repletas de sabedoria e também respostas para os desafios da nossa região”.

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