Por Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R Em Igreja

Epidemia de dengue: de quem é a culpa?

A dengue já é uma velha companheira do verão. Apesar disso, parece que não nos preparamos para conviver com esta epidemia. Em Goiás, por exemplo, em 2015 foram registrados 98.500 casos da doença, com 18 mortes só este ano. 8 mortes somente na capital.

Foto de: Luiz Granzotto

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Quem deve ser culpado pela epidemia? Vem logo à nossa mente o slogan fácil “todo mundo tem que fazer a sua parte”. E parece mesmo que a população não tem feito o dever de casa, e nem mesmo na rua. Não faltam locais para surgirem criatórios do mosquito: água parada nos recipientes das plantas, nas calhas, no lixo e entulho que se acumula no quintal.

Na rua, o péssimo hábito que temos de, sem perceber, jogar lixo na rua. Pense num pequeno papel jogado fora? Ele fica ali, não é recolhido devidamente, e acaba acumulando água, entupindo um bueiro, empoçando água em uma rua, uma calçada, enfim. Então, parte da culpa pela epidemia de dengue é nossa, de cada cidadão que não faz a sua parte na limpeza de sua casa, do quintal, e de toda a cidade.

A maior parte da culpa, no entanto, é do poder público. O poder público, talvez por falta de recursos, não realizou campanhas educativas nos meios de comunicação, para convocar os cidadãos a fazerem a sua parte. A epidemia também é sinal que os agentes de saúde não fiscalizaram todas as casas; que o “fumacê” não foi aplicado corretamente.

Em Goiânia, por exemplo, a paralisação na coleta de lixo por atraso no pagamento da empresa contratada, certamente levou ao surgimento de muitos focos. Este é apenas um exemplo da coleta de lixo, que não está normalizada em muitas cidades. Enfim: se hoje convivemos com uma epidemia de dengue, a responsabilidade maior é do poder público, especialmente das prefeituras municipais.

Para piorar a situação, em muitos estados e municípios, as greves paralisam o já precário serviço de saúde. O que podemos fazer? Em primeiro lugar, a nossa parte para evitar a proliferação do mosquito. Ao mesmo tempo em que devemos cobrar do poder público uma ação mais efetiva, tanto na prevenção à doença, como no atendimento dos enfermos.

Assinatura Ir. Diego Joaquim

Escrito por
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R.
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R

Missionário Redentorista da Província de Goiás

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