Igreja

“Maria, Mãe da Esperança”: bispos contam como nasceu sua devoção

Ao longo do mês mariano, quatro bispos compartilharam histórias pessoais que mostram como a fé e o amor por Maria são transmitidos entre gerações.

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Escrito por Luciana Gianesini

29 MAI 2026 - 08H36 (Atualizada em 29 MAI 2026 - 09H01)

Thiago Leon

O mês de maio chega ao fim, mas as histórias de fé que marcam esse tempo dedicado à Virgem Maria continuam ecoando no coração dos devotos. Foi justamente para dar voz a essas experiências que o Instagram da Padroeira promoveu a série “Maria, a Mãe da Esperança”, reunindo testemunhos de bispos brasileiros sobre a presença de Nossa Senhora em suas vidas.

Ao longo de quatro episódios, os convidados não falaram apenas sobre a importância de Maria para a Igreja. Eles voltaram às próprias origens para recordar onde tudo começou: a oração aprendida em casa, a devoção cultivada na infância, as romarias em família e os exemplos recebidos de pais, avós e comunidades de fé.

Os relatos mostram que a devoção mariana, tão presente na espiritualidade do povo brasileiro, é construída por experiências concretas. Antes de se tornar reflexão teológica ou prática pastoral, ela nasce do encontro pessoal com uma fé vivida e testemunhada no cotidiano.

Maria que acolhe e conduz

No primeiro episódio da série, Dom Adilson Pedro Busin, CS, bispo de Tubarão (SC), refletiu sobre Nossa Senhora Aparecida como Mãe que acolhe os seus filhos e os conduz ao encontro de Jesus.

Ao compartilhar sua experiência, o bispo também deixou um convite aos devotos: rezar diariamente três Ave-Marias. A proposta recorda que a devoção mariana se fortalece por meio da constância e da intimidade cultivada na oração.

A fé recebida como herança

O segundo episódio trouxe o testemunho de Dom Evaristo Spengler, OFM, bispo de Roraima (RR), que relembrou o início de sua devoção a Nossa Senhora a partir da vivência familiar.

Sua história evidencia uma realidade comum a muitas famílias católicas: a fé transmitida por meio dos gestos mais simples. São as primeiras orações, as celebrações vividas em comunidade e os exemplos dentro de casa que ajudam a formar a relação dos filhos com Deus e com a Virgem Maria.

Uma devoção cultivada desde a infância

A infância também ocupa lugar central na história contada por Dom Antônio Carlos, MSC, bispo de Petrolina (PE). No terceiro episódio, ele recordou como sua devoção mariana começou ainda em sua cidade natal e acompanhou toda a sua caminhada de fé.

Seu testemunho revela como a presença de Maria se torna uma referência permanente na vida cristã, atravessando diferentes etapas da vida e amadurecendo junto com a vocação e a experiência de cada fiel.

As romarias que marcam gerações

Encerrando a série, Dom José Luiz Ferreira Salles, C.Ss.R., bispo de Pesqueira (PE), compartilhou lembranças das romarias anuais realizadas com seus pais e avós ao Santuário Nacional de Aparecida.

Seu relato destaca uma das expressões mais características da devoção mariana no Brasil. As peregrinações fazem parte da memória religiosa de inúmeras famílias e representam momentos em que a fé é vivida coletivamente, fortalecendo vínculos familiares e comunitários.

Histórias pessoais que refletem a fé de um povo

Embora cada bispo tenha compartilhado uma trajetória diferente, os quatro testemunhos apresentam elementos que se repetem na experiência de muitos devotos: a influência da família, a importância da comunidade, a força da oração e as lembranças das peregrinações.

Por isso, a série ultrapassa as histórias individuais de seus convidados. Ao recordar as próprias origens da devoção mariana, os bispos ajudam a iluminar uma experiência que faz parte da vida de milhões de brasileiros.

Em um tempo marcado por mudanças rápidas e relações cada vez mais passageiras, testemunhos como esses recordam que a fé continua sendo transmitida principalmente por meio dos encontros, dos exemplos e das experiências compartilhadas. E é justamente nessa dinâmica que a devoção a Nossa Senhora permanece viva, renovando-se a cada geração sem perder suas raízes.

Ao concluir o mês mariano, queremos deixar também um convite aos devotos: olhar para a própria história e reconhecer quem foram as pessoas, os lugares e as experiências que ajudaram a construir sua relação com Maria. Afinal, toda devoção tem uma origem, e recordar essa história também é uma forma de agradecer pelo caminho percorrido na fé!

.:: Conte aqui abaixo nos comentários como começou sua relação com Nossa Senhora e envie para quem estava lá com você!


Colaborou: Andreza Galvão

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