Igreja

Papa Francisco: O trabalho é participação na própria obra da Salvação

Santo Padre reflete o valor da dignidade humana através do trabalho

Escrito por Redação A12

27 ABR 2021 - 09H13 (Atualizada em 27 ABR 2021 - 09H38)

Mr.Thanathip Phatraiwat/ Shutterstock Carpinteiro, São José (Mr.Thanathip Phatraiwat/ Shutterstock)

Às vésperas da Festa de São José Operário (1º de maio), Dia do Trabalhador, retomamos a Carta Apostólica Patris Corde (Com coração de Pai), escrita pelo Santo Padre, o Papa Francisco, acerca das virtudes de São José, pai adotivo de Jesus.

No contexto de pandemia, onde tantas e tantas pessoas perderam seus empregos, o apelo de Francisco é para revermos nossas prioridades. No ano dedicado a São José, marcando os 150 anos de sua declaração como Padroeiro Universal da Igreja, o Papa quis destacar as Virtudes da ternura, obediência, acolhimento, coragem criativa e também sua missão como trabalhador.

Renata Sedmakova/ Shutterstock
Renata Sedmakova/ Shutterstock


Sobre esta última virtude assinalada por Francisco, ele destaca a sua relação com o trabalho, tendo São José sido um carpinteiro, responsável por prover o sustento de sua família, ensinando ao próprio Jesus o valor da dignidade de “comer o fruto do próprio trabalho”.

Leia MaisSão José: coração de PaiQue Virtudes de São José podem inspirar-nos hoje?Ano de São José: Papa Francisco celebra 150 anos do Padroeiro da Igreja Quem foi São José?Nesta reflexão sobre a dignidade, “o trabalho torna-se participação na própria obra da salvação, oportunidade para apressar a vinda do Reino, desenvolver as próprias potencialidades e qualidades, colocando-as ao serviço da sociedade e da comunhão; é oportunidade de realização não só para o próprio trabalhador, mas sobretudo para aquele núcleo originário da sociedade que é a família. Uma família onde falte o trabalho está mais exposta a dificuldades, tensões, fraturas e até mesmo à desesperada e desesperadora tentação da dissolução. Como poderemos falar da dignidade humana sem nos empenharmos para que todos, e cada um, tenham a possibilidade dum digno sustento?”

gualtiero boffi/ Shutterstock
gualtiero boffi/ Shutterstock


Prossegue a carta:

“A pessoa que trabalha, seja qual for a sua tarefa, colabora com o próprio Deus, torna-se, em certa medida, criadora do mundo que a rodeia. A crise do nosso tempo, que é econômica, social, cultural e espiritual, pode constituir para todos um apelo a redescobrir o valor, a importância e a necessidade do trabalho para dar origem a uma nova ‘normalidade’, em que ninguém seja excluído.

O trabalho de São José lembra-nos que o próprio Deus feito homem não desdenhou o trabalho. A perda de trabalho, que afeta tantos irmãos e irmãs e tem aumentado nos últimos meses devido à pandemia de Covid-19, deve ser um apelo a revermos as nossas prioridades.

Peçamos a São José Operário que encontremos vias onde nos possamos comprometer até se dizer: nenhum jovem, nenhuma pessoa, nenhuma família sem trabalho!”

Fonte: Vatican News

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