Neste mês de março, com certeza você gostaria de ler alguma coisa sobre São José, festejado pela Igreja no dia 19.
Para começar, posso sugerir a Carta do Papa Francisco, de 2020, que começa com estas bonitas palavras: “Com coração de pai: assim José amou a Jesus, designado nos quatro Evangelhos como ‘o filho de José’”.
O perfil do pai adotivo de Jesus vai sendo descrito por Francisco nos parágrafos seguintes. Pai amado pelo povo cristão, pai na ternura, pai no acolhimento, pai na obediência, pai trabalhador. “Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão fruto do próprio trabalho”.
Diz o Papa que “o objetivo desta Carta é aumentar o amor por este grande Santo, para sentirmos impelidos a implorar a sua intercessão e para imitarmos as suas virtudes e o seu desvelo”.
Outra leitura muito agradável é a obra de Darlei Zanon, com o título “Simplesmente José”. É um livro original: o autor imagina São José contando sua própria vida, desde quando seus pais Jacó e Débora decidem sair de Belém para tentar uma vida melhor em Nazaré, levando os filhos ainda solteiros: Alfeu, Sara, Benjamim e o próprio José.

Seu primeiro encontro com a jovem Maria, filha de Joaquim e Ana, é contado assim: “Nunca vou esquecer o dia em que meu olhar, de improviso, cruzou com o olhar de Maria. Olhar cheio de simpatia e benevolência, coberto de ternura. Aquele encontro com Maria me transformou”.
O livro não é um simples romance religioso. É todo bem fundamentado na Bíblia, nos apócrifos e nas tradições judaicas, aproveitando também as descobertas da moderna arqueologia, por exemplo, as recentes escavações que revelaram a existência de uma cidade construída naquela época e bem próxima de Nazaré, chamada Séforis, onde certamente São José trabalhou.
Com muitos detalhes pitorescos, José vai contando seu noivado, os sonhos, o nascimento de Jesus em Belém, o encontro com os Magos, a fuga para o Egito e os dois anos passados em Mênfis.
Emocionante ver o autor contar como o Menino Jesus chamou-o de papai pela primeira vez: “De repente, ele se virou, olhou para mim e pronunciou sua primeira palavra: — Abbá! No mesmo instante, meus olhos se encheram de lágrimas”.
No fim, ao se despedir do leitor, “São José” diz: “Eu quis apenas testemunhar as maravilhas que vi e a alegria que senti em custodiar Jesus. Quero ser recordado como alguém que escutou a voz do Altíssimo e se colocou à sua disposição. Ser recordado como sou, simplesmente José…”.
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