No 4º Domingo da Quaresma, o Evangelho de João 9, 1-41, narra o episódio da cura do cego de nascença, um homem que nunca havia enxergado e é curado por Jesus, a “Luz do mundo” que entrou em seu caminho. Contudo, a Liturgia da Palavra chama a nossa atenção, de forma especial, para a “cegueira do coração” daqueles que se recusam a ver.
"Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: "Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!” Disseram, então, alguns dos fariseus: "Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado". Mas outros diziam: "Como pode um pecador fazer tais sinais?" (Jo 9, 14-16)
O que isso significa? No quadro Domingo com o Senhor, o missionário redentorista, Pe. Guilherme Viana, C.Ss.R., explica que, enquanto o homem curado era cego dos olhos, os fariseus que agora o interrogavam a fim de encontrar alguma culpa em Jesus, eram cegos do coração. E essa cegueira do coração, segundo o sacerdote, é ainda pior, pois significa falta de fé.
O Pe. Guilherme ainda afirma na reflexão que o maior milagre desta passagem do Evangelho não foi a cura física do cego, mas o dom da fé que lhe foi concedido. Com isso, podemos nos perguntar se em nossa vida por acaso não somos semelhantes aos fariseus: com o coração fechado.
“Enquanto os fariseus, que enxergavam perfeitamente, permaneciam fechados, o homem curado e iluminado pela fé pode dizer a Jesus: 'eu creio, Senhor'.", disse o Padre.
Estamos vivendo o período litúrgico da Quaresma e, por isso, o convite é deixar Cristo aproximar-se de nós para que o vejamos como Ele é. Que nós possamos encontrá-Lo verdadeiramente, na Palavra, na Eucaristia, no silêncio e na caridade com os irmãos.
“Peçamos a Jesus: 'Senhor que eu veja´, que eu veja não apenas com os olhos do corpo, mas com os olhos do coração. Que eu veja onde preciso mudar, corrigir, me converter, que eu veja o bem que devo fazer e o mal que devo evitar”, convidou o Pe. Guilherme.
Só conseguiremos fazer desta Quaresma ocasião de verdadeira conversão se caminharmos na Luz. Que não exista dentro de nós a cegueira da falta de fé, do egoísmo, da malícia e do julgamento. Que possamos ver Jesus, como Ele é, e dizer como o cego de nascença: “eu creio, Senhor”.
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